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Diretor da Associação Médica Brasileira explica ausência de sangue na camiseta de Bolsonaro

Muito se falou sobre a ausência de sangue na camiseta de Jair Bolsonaro (PSL) após o golpe de faca que levou nesta quinta-feira (06), em Minas Gerais. Entretanto, a falta de sangue na parte exterior do corpo não é algo incomum. Segundo o diretor da Associação Médica Brasileira, José Luiz Bonamigo, o fato não é incomum […]

Egina Becker Publicado em 07/09/2018, às 17h50

José Luiz Bonamigo Filho, diretor da Associação Médica Brasileira
José Luiz Bonamigo Filho, diretor da Associação Médica Brasileira - José Luiz Bonamigo Filho, diretor da Associação Médica Brasileira

Muito se falou sobre a ausência de sangue na camiseta de Jair Bolsonaro (PSL) após o golpe de faca que levou nesta quinta-feira (06), em Minas Gerais. Entretanto, a falta de sangue na parte exterior do corpo não é algo incomum.

Segundo o diretor da Associação Médica Brasileira, José Luiz Bonamigo, o fato não é incomum pois, na região onde o presidenciável foi atingido ficam vasos sanguíneos internos, por isso não é possível ver sangue em suas roupas.

Em entrevista à Jovem Pan, o diretor explicou que “as artérias mais posteriores sangram para dentro da barriga, para a cavidade ao redor do vaso”. Segundo ele, o sangramento acontece quando são atingidas artérias superficiais, o que não ocorreu no caso do candidato.

Bonamigo disse, ainda, que a lesão sofrida pelo presidenciável foi grave e o pós-operatório pode ter complicações, mesmo o risco inicial tendo sido afastado. “A lesão na artéria pode causar obstrução da circulação, uma trombose. Se soma a isso que com a lesão no intestino, principalmente no intestino grosso onde já tem fezes formadas, houve vazamento das fezes para a cavidade abdominal fizeram forte reação inflamatória que vai gerar necessidade de monitoramento proximo nos próximos dias”, explicou à Jovem Pan.

Estado de saúde

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), passou por uma bateria de exames nesta sexta-feira (07), no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Conforme novo boletim médico divulgado, o candidato está “em boas condições clínicas”.

De acordo com o médico Luiz Henrique Borsato, o prazo de permanência do candidato no Hospital dependerá da evolução do quadro de saúde. Contudo, ele ainda ficará no hospital Albert Einstein, em São Paulo, por pelo menos mais sete dias.

Jornal Midiamax