Brasil

Desempregado, pai de bebê morto no RJ não consegue pagar funeral

Menino Benjamin foi baleado na última sexta-feira

Joaquim Padilha Publicado em 18/03/2018, às 16h11

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Menino Benjamin foi baleado na última sexta-feira

Desempregado há mais de três anos, o pai do menino Benjamin, morto baleado durante um tiroteio no Complexo do Alemão, na noite da sexta-feira (16), diz não ter dinheiro para fazer o sepultamento do filho. O bebê tinha um ano e 7 meses.

O gesseiro Fábio Antônio da Silva, 38 anos, pai de Benjamin, disse ao jornal O Globo que vive de pequenos trabalhos como autônomo, e que conta com a solidariedade das redes sociais para arcar com os custos do funeral.

“Eu não consegui nada até agora. Também não quis ser injusto com as pessoas e usar desse momento de dor para achacar ninguém. Hoje, de São Paulo, se ofereceram para me ajudar”, contou o gesseiro.

“Só quero dignamente sepultar meu filho. Estou vindo agora fazer a certidão de óbito e depois vou a funerária para saber o valor e começar a mobilizar a internet e as pessoas que ofereceram para me ajudar”, disse.Desempregado, pai de bebê morto no RJ não consegue pagar funeral

No Rio, o sepultamento custaria de R$ 1,5 mil a R$ 2,8 mil, portanto o gesseiro optou por sepultar o filho em Niterói, onde o serviço sairia mais barato. O enterro deve ocorrer na tarde deste domingo (18). O que revolta mais o pai é a ausência do Poder Público.

“Meu filho morreu na sexta-feira e até agora ninguém falou nada. Ninguém me procurou. Nenhuma autoridade. Hoje meu filho vai ser enterrado e depois acabou. Fica para a história e a lembrança passa com o tempo. Vai virar mais um”, desabafou.

“Não fui eu quem matou meu filho. Se fosse, a imprensa teria caído de pau em cima de mim, me chamando de cretino. Foi a violência do Estado do Rio que matou meu filho, e eles estão quietos”, relatou ao Globo.

Jornal Midiamax