Brasil

Defesa de José Yunes pede revogação do decreto de prisão temporária do empresário

A defesa alega que Yunes já prestou depoimento nos autos da investigação 

Aliny Mary Dias Publicado em 29/03/2018, às 20h25

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A defesa alega que Yunes já prestou depoimento nos autos da investigação 

Após a Polícia Federal prender, na manhã desta quinta-feira (29), o advogado e empresário, José Yunes, que é ex-assessor especial e amigo pessoal de Michel Temer, a defesa entrou com um pedido de revogação da prisão temporária no Supremo Tribunal Federal.

Segundo informações do Jornal Folha de São Paulo, os advogados de Yunes argumentam que a prisão não se faz necessária, uma vez que ele já depôs sobre os fatos relativos ao inquérito.

 “Dois meses após o início das investigações, no dia 30 de novembro de 2017, José Yunes prestou depoimento sobre os fatos em investigação, no presente inquérito, oportunidade em que respondeu a todos os questionamentos formulados pela autoridade policial”. Relembra a defesa.

Ainda de acordo com o Jornal, a defesa ainda disse que o empresário já teria respondido às perguntas que lhe foram feitas nesta manhã.

 “ Mesmo já tendo em três oportunidades distintas prestado declarações nos autos principais, o requerente foi surpreendido, na data de hoje, com uma ordem de prisão temporária, para que fosse, pela quarta vez, inquirido sobre os mesmíssimos fatos”

O criminalista José Luís Oliveira, que defende Yunes ainda afirma que ele tem 81 anos, é primário “e passa por sérias complicações de saúde”

“Nesse sentido não há motivos para se manter José Yunes preso temporariamente, pois o requerente não representa qualquer risco para o bom andamento das investigações ou colheita de provas” alega o advogado.  

O empresário José Yunes foi preso temporariamente alvo da Operação Skala, que foi determinada pelo ministro Luís Roberto Barroso, e está no âmbito do inquérito que investiga Temer e apura se houve irregularidades em um decreto da área portuária que beneficiou a empresa Rodrimar, que atua no Porto de Santos, assinado em maio de 2017.

Foram presos ainda o coronel João Batista Lima Filho, o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi (MDB), aliados de Temer, e o empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar.

Jornal Midiamax