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VÍDEO: Museu Nacional ficou completamente destruído após incêndio

O incêndio que atingiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro, foi enfim controlado pelos bombeiros à 1 hora da madrugada desta segunda-feira (3). Quase 80 homens do Corpo de Bombeiros foram mobilizados para combater o fogo no local, que começou por volta das 18h30 do domingo (2).

Mylena Rocha Publicado em 03/09/2018, às 08h15 - Atualizado às 08h52

Chamas destroem Museu Nacional , na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão | Foto:
Tânia Rego/Agência Brasil
Chamas destroem Museu Nacional , na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil - Chamas destroem Museu Nacional , na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O incêndio que atingiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro, foi enfim controlado pelos bombeiros às 3 horas da madrugada desta segunda-feira (3). Quase 80 homens do Corpo de Bombeiros foram mobilizados para combater o fogo no local, que começou por volta das 19h30 do domingo (2).

De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo, o fogo começou quando o Museu já havia encerrado os horários de visitação e não há informações sobre vítimas. O comandante-geral dos Bombeiros do Rio informou ao jornal que o combate do fogo foi prejudicado pela falta de água nos hidrantes próximos aos edifícios. A alternativa foi apelar para caminhões-pipa e até para a água de um lago próximo.

O acervo correspondente às áreas de arqueologia, paleontologia, invertebrados e História do Brasil sofreu destruição quase total, afirma a Folha. A coleção de vertebrados, localizadas num prédio anexo mais distante, foram poupadas. Entre o que foi perdido, está incluído o esqueleto de Luiza, o ser humano mais antigo achado até hoje no Brasil. A coleção de fósseis, antiguidades egípcias, estudos sobre biodiversidade e o meteorito de Bendegó também estão entre o acervo destruído pelo fogo.

O reitor da universidade que gere o Museu, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), falou com a Folha e criticou a forma de atuação do Corpo de Bombeiros. “É óbvio que a forma de combate não guardou proporção com o tamanho do incêndio. Percebemos claramente que faltou logística e capacidade de Infraestrutura do Corpo de Bombeiros que desse conta de um acontecimento tão devastador como foi esse”, disse o reitor Roberto Leher.

O palacete imperial não tinha sistema de prevenção de incêndio, que seria instalado com verba de contrato de R$ 21 milhões para restauração assinado com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em junho, quando o Museu comemorou 200 anos.

Corte

Desde 2014, o mais antigo museu do Brasil sofria com o corte de gastos federais, deixando de receber a verba de R$ 520 mil anuais destinados a custear a manutenção. Como consequência, apresentava sinais visíveis de má conservação.

Instalado em um palacete, o museu foi criado por D. João VI em 1818 completou 200 anos.

Jornal Midiamax