Brasil

Votação do plano de recuperação da Oi pode ficar para amanhã

O pedido de recuperação judicial foi feito em junho de 2016.

Aliny Mary Dias Publicado em 19/12/2017, às 18h58

None

O pedido de recuperação judicial foi feito em junho de 2016.

A Assembleia Geral de Credores (AGC) da empresa de telefonia Oi está reunida para debater o plano de recuperação judicial apresentado na semana passada. A Oi tem uma dívida total de R$ 64 bilhões, com 55 mil credores entre pessoas físicas e jurídicas. O pedido de recuperação judicial foi feito em junho de 2016.

O plano foi apresentado pela empresa na parte da tarde e os credores se manifestam agora sobre as medidas. Não há previsão sobre se o plano será votado ainda hoje (19). A decisão cabe ao administrador judicial do processo, Arnold Wald Filho, que pode estender a assembleia noite adentro ou suspender a reunião e retoma-lá amanhã.

Na primeira parte da assembleia, que começou pouco antes do meio dia, presidente da Oi, Eurico Teles, fez um apelo aos presentes para que aprovem o plano mantendo a consolidação da recuperação como uma empresa única, sem desmembra-lá entre as sete empresas que compõem o Grupo Oi, já que algumas não têm renda própria e todas trabalham em convergência.

“A votação do plano é a votação da sobrevivência dessa companhia. Com a evolução tecnológica, a telefonia fixa ficará apenas em escritórios e casas comerciais, mas nada funciona no país se não tiver a rede fixa da Oi. Nós atuamos em casos como a transmissão da votação das eleições e da Copa do Mundo”.

O diretor financeiro da Oi, Carlos Brandão, afirmou que a empresa atua de forma integrada no plano comercial e operacional e, por isso, desmembrar o grupo por empresa inviabilizaria a recuperação. “Afetaria a capacidade da Oi de manter seus serviços convergentes, fragilizando a atuação da Oi no mercado. O valor de mercado da Oi, se separar as empresas, será substancialmente menor. Em caso de planos separados, pode ter alguma empresa sem capacidade de pagar suas dívidas, porque não tem receitas próprias. E aumenta o risco de intervenção”, disso o diretor.

Jornal Midiamax