Brasil

Vistoria acha 136 armas brancas, 56 celulares e pólvora em presídio de RR

No inicio do mês, 33 presos foram mortos no local

Ana Paula Chuva Publicado em 29/01/2017, às 14h26

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No inicio do mês, 33 presos foram mortos no local

Uma garrafa de pólvora, 136 armas brancas, 56 celulares, 31 aparelhos de televisão, 61 geladeiras e sementes de maconha foram encontradas nesta sexta-feira (27) durante vistoria dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, segundo informou o Ministério da Defesa.

A revista ocorreu durante todo o dia na maior unidade prisional do estado, onde 33 detentos foram assassinados no início do mês por presos de uma facção criminosa.

Também foram apreendidos munição de borracha, 1,2 Kg de entorpecente aparentando ser maconha, dois pacotes de cocaína, chips de celular, 55 antenas improvisadas, 12 aparelhos de DVD, 23 fogões e quatro marretas grandes.

Além disso, foram achadas diversas anotações, vergalhões para confecção de armas, 25 resistências de aquecimento de água improvisados, oito cartões de crédito, R$ 607, e uma carteira com porte de arma vencido.

O Exército retirou nove carradas de caminhão com entulho de dentro da unidade.

Os trabalhos de varredura ocorreram durante todo o dia, informou o Governo.

Participaram da ação uma equipe de inteligência especializada em busca em presídio da Dicap (Divisão de Inteligência e Captura), agentes do GIT (Grupo do Grupo de Intervenção Tática), agentes penitenciários, policiais militares e o efetivo do Exército da 1ª Brigada de Infantaria e Selva.

Segundo informou o Exército, os militares atuaram dentro do presídio em ações "com técnicas de varredura para detecção de armas, aparelhos de telefonia móvel, drogas e outros materiais ilícitos ou proibidos".

A participação das Forças Armadas na ação se baseia no decreto presidencial que permitiu a entrada de homens do Exército em presídios do país, segundo o estado.

Massacre em presídio

No dia 6 de janeiro, 33 presos foram assassinados na penitenciária agrícola, que fica na BR-174, na zona Rural de Boa Vista. O governo atribuiu o massacre a uma facção. Os mortos, no entanto, não pertenciam a nenhuma organização criminosa.

Jornal Midiamax