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Secretário de Temer cai após dizer ‘tinha que matar mais’, sobre chacinas

Pediu demissão

Tatiana Marin Publicado em 07/01/2017, às 10h44

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Pediu demissão

O secretário nacional de Juventude no governo Temer, Bruno Júlio (PMDB), pediu demissão do cargo após repercussão de suas declarações sobre a chacina em presídio de Manaus. Para o jornal O Globo ele disse que deveria haver ‘uma chacina por semana’. A decisão já foi aceita pelo presidente Michel Temer e será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

Bruno Julio declarou que ‘tinha era que matar mais’, ao falar sobre o massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus. “Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, né? Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana”, disse Bruno, que é filho do ex-deputado federal Cabo Júlio (PMDB-MG), ao O Globo.

Bruno foi nomeado secretário da Juventude pelo presidente Michel Temer em junho. A pasta é subordinada à Secretaria de Governo da Presidência da República.

“Isso que me deixa triste. Olha a repercussão que esse negócio que o presídio teve e ninguém está se importando com as meninas que foram mortas em Campinas (12 pessoas foram mortas pelo ex-marido de uma delas, no réveillon). Elas, que não têm nada a ver com nada, que se explodam. Os santinhos que estavam lá dentro, que estupraram e mataram: coitadinhos, oh, meu Deus, não fizeram nada! Para, gente! Esse politicamente correto que está virando o Brasil está ficando muito chato. Obviamente que tem de investigar…”

Jornal Midiamax