Brasil

Procurador diz que Temer tira verba da PF, mas libera dinheiro para salvar mandato

Carlos Fernando Lima antecipou fim do grupo de trabalho da PF

Aliny Mary Dias Publicado em 06/07/2017, às 20h01

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Carlos Fernando Lima antecipou fim do grupo de trabalho da PF

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos porta-vozes da força-tarefa da Lava-Jato, antecipou o fim do grupo de trabalho da Polícia Federal em Curitiba num post publicado em sua página do Facebook às 18 horas de quarta-feira, no qual comparou a situação à falta de dinheiro para a emissão de passaportes:

“A Polícia Federal não tem mais dinheiro para passaporte. A Força-tarefa da Polícia Federal na operação Lava Jato deixou de existir. Não há verbas para trazer delegados. Mas para salvar o seu mandato, Temer libera verbas à vontade”, escreveu Lima, referindo-se à liberação de emendas parlamentares pelo governo.

Nos últimos meses, o procurador se transformou num ativo crítico, nas redes sociais, do governo Temer e das manobras dos políticos contra as investigações da Lava-Jato. Ele passou a usar a hashtag #quemnãodevenãoTemer e #deixeosupremojulgar.

Nesta quinta-feira pela manhã, Lima fez novo post e defendeu que a população passe a acompanhar o voto dos parlamentares e não vote em quem não quer o combate à corrupção.

“Os deputados devem autorizar o processo contra Temer e deixar o Judiciário dizer se houve crime. A população tem que estar atenta aos votos de cada parlamentar daqui para frente. Como na França, precisamos de um novo modelo de fazer politica, mais limpo, ético e comprometido com o interesse público. 2018 está aí e quem for contra o combate à corrupção não pode se reeleger”, escreveu.

O procurador Deltan Dallagnol também tem defendido que a população reaja: “Não podemos perder a capacidade de indignação. Não podemos jogar a toalha! É exatamente isso o que os corruptos querem”, afirmou Deltan, ao comentar uma reportagem do jornal Gazeta do Povo sobre quem diz que “cansou do Brasil”.

Jornal Midiamax