Brasil

Negros e jovens são maiores vítimas de homicídios no Brasil, diz estudo

Taxa de violência contra negros aumentou em dez anos

Joaquim Padilha Publicado em 05/06/2017, às 14h16

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Taxa de violência contra negros aumentou em dez anos

Uma pesquisa divulgada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta segunda-feira (5) mostra que cada vez mais jovens e negros morrem no Brasil. Os dados estão no Atlas da Violência 2017, que mostra que houve uma taxa de 59 mil homicídios no Brasil.

Isso equivale a 28,9 mortes a cada 100 mil habitantes. Segundo o relatório, em três semanas o Brasil mata mais gente do que todos os 498 ataques terroristas registrados em todo o mundo desde o início do ano, que deixaram 3,3 mil indivíduos mortos.

O perfil traçado pelo Atlas das vítimas é: jovens, negros e com, baixa escolaridade. Entre 2005 e 2015 houve um aumento de 17,2% na taxa de homicídio de indivíduos entre 15 e 29 anos. Foram 318 mil jovens mortos nesses dez anos.

No mesmo período, a taxa de negros vítimas de homicídio aumentou 18,2%, enquanto diminuiu 12,2% entre não negros. Entre as mulheres negras, o aumento do número de mortes chega a 22%.

O Nordeste é a região que desponta em crimes de homicídio. Estados como o Tocantins e Amazonas dobraram as taxas de homicídios entre 2005 e 2015, aponta o Atlas.Negros e jovens são maiores vítimas de homicídios no Brasil, diz estudo

Mato Grosso do Sul ficou fora das listas dos dez municípios com mais mortes e dez mais pacíficos. O município mais violento do Brasil é Altamira, no Pará, enquanto o mais pacífico é Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

O número de mortos por intervenções policiais supera o número de latrocínios (roubos seguidos de morte), ainda segundo o Atlas. Em 2015, foram registradas 3,3 mil mortes decorrentes de ações policiais.

(com supervisão de Evelin Cáceres)

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