Brasil

MPF diz que Palocci negociou compra de terreno para construir sede do Instituto Lula

O ex-ministro teria participado de reuniões com Odebrecht 

Norberto Liberator Publicado em 26/09/2016, às 12h33

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O ex-ministro teria participado de reuniões com Odebrecht 

O ex-ministro Antonio Palocci, que foi preso na Operação Omertà (35ª fase da Lava Jato), foi acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de arrecadar valores, junto à empreiteira Odebrecht, para adquirir um terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula. As informações são do jornal Zero Hora.

O MPF afirma que Palocci costumava participar de reuniões com executivos da construtora, para negociar os valores. Segundo o órgão, e-mails e anotações mostram que o ex-ministro marcou encontros com esse objetivo.

Palocci teria ainda, negociado o valor de “vantagens indevidas pactuadas” com os membros da Odebrecht. Segundo o documento do MPF, “identificaram-se ainda registros de que, além do repasse de mais de R$ 12 milhões anotados na planilha 'Programa Especial Italiano', vinculados a 'IL', Antônio Palocci participou de reunião com Marcelo Odebrecht e Roberto Teixeira”.

A denúncia afirma também que Palocci “recebeu, por intermédio de Branislav Kontic, documentos encaminhados via e-mail pelo presidente do grupo empresarial, relacionados à compra do terreno (em mensagens sob o título 'Prédio Institucional', 'Prédio do Instituto' e planilha intitulada 'Edificio.docx')".

Depois da deflagração da Operação Lava Jato, os encontros entre Palocci e os executivos teriam sido combinados por meio de e-mails cifrados, com utilizações de códigos e codinomes. Além do Kontic, o ex-assessor Juscelino Dourado também teria atuado na negociação de recebimento de propina. Ambos foram presos na Omertà.

Jornal Midiamax