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Líderes de facção que promoveu ataques no RN são transferidos para MS

Além de Campo Grande, SP e RO vão receber presos

Wendy Tonhati Publicado em 05/08/2016, às 12h37

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Além de Campo Grande, SP e RO vão receber presos

Os líderes da facção criminosa, que assumiu a autoria de mais de 100 atos de vandalismo, no Rio Grande do Norte, serão transferidos para três penitenciárias federais, incluindo o Presídio Federal, em Campo Grande. Uma megaoperação foi montada na manhã desta sexta-feira (5), com início na Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), na Região Metropolitana de Natal. 

Além da Capital, os presos serão transferidos para os presídios de Catanduvas (SP) e Porto Velho (RO). Os ataques começaram em 29 de julho e foram registrados incêndios de carros e de ônibus do transporte coletivo, tentativas de incêndio, disparos contra prédios públicos, explosões e depredações. 

Ao todo, as forças policiais prenderam 105 pessoas em todo o estado. Os líderes da facção criminosa já haviam sido isolados e 21 homens ligados ao “Sindicato do Crime” serão transferidos. De acordo com a imprensa local, cinco presos já haviam sido transferidos para o Presídio Federal de Mossoró (RN). Na PEP, as visitas estão suspensas por tempo indeterminado, por conta de um motim ocorrido na quarta-feira (3).  

Ataques

Cerca de 1,2 militares do Exército, da Marinha e da Força Aérea chegaram ao Rio Grande do Norte na quarta-feira (3) para participar da chamada Operação Potiguar, de apoio às forças policiais do estado.

Os ataques começaram após a instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim.

O governo informou que o presídio de Parnamirim foi selecionado para funcionar em regime diferenciado de gestão penitenciária, portanto, terá prioridade na adoção de controles e restrições mais rígidas.

Outros bloqueadores de sinal, que segundo o governo, foram adquiridos com recursos próprios, serão instalados em unidades prisionais. 

Jornal Midiamax