Brasil

Fernando Cavendish, dono da Delta, é considerado foragido por autoridades

Operação Saqueador apura esquema de lavagem de dinheiro público

Guilherme Cavalcante Publicado em 30/06/2016, às 18h21

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Operação Saqueador apura esquema de lavagem de dinheiro público

O empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, já é considerado foragido da justiça pelas autoridades. Ele é um dos avos da operação Saqueador, da Polícia Federal, na qual é acusado de participação em um esquema de desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, no valor de R$ 370 milhões. O bicheiro Carlinhos Cachoeira, também alvo da investigação, foi preso na manhã desta quarta-feira (30).

Por volta das 7h da manhã desta quinta, a PF esteve no endereço apontado como residência de Cavendish, na rua Delfim Moreira, um dos metros quadrados mais caros do Rio de Janeiro. O mandado não foi cumprido porque Cavendish está na Europa desde a última sexta-feira (24). A Interpol deverá ser acionada para localizá-lo.

Também consta um mandado de prisão para o empresário Marcelo Abudd, que não foi localizado pela PF, em sua residência em São Paulo, por também estar no exterior. o advogado de Abudd afirmou, entretanto, que ele deverá apresentar-se à Justiça.

Já Carlinhos Cachoeira foi preso em sua residência, num condomínio de luxo em Goiânia (GO). Ao todo, foram denunciadas 23 pessoas, dentre as quais estão executivos, diretores, tesoureira e conselheiros da empreiteira, além de proprietários e contadores de empresas fantasmas, criadas por Carlinhos Cachoeira, Adir Assad (também com mandado expedido) e Marcelo Abbud. Cláudio Abreu, funcionário da Delta, também foi preso em Goiás. A PF informou que três pessoas foram presas, mas não divulgou todos os nomes dos detidos. Além dos cinco mandados de prisão, os agentes da PF cumprem vinte de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

Operação

Segundo o MPF, foram rastreados os pagamentos feitos pela Delta a empresas de fachada. Foi verificado ainda aumento dos valores dessas transferências em anos de eleições. Foram feitas transferências, por exemplo, de R$ 80 milhões para uma obra inexistente chamada Transposição do Rio Turvo, no Rio de Janeiro.

As empresas, que só existiam no papel, recebiam o dinheiro, mas não executaram o serviço. De acordo com o MPF, as empresas de Adir Assad e Marcelo Abbud emitiam notas frias não só para a Delta, mas para muitas outras empresas. Segundo as investigações, o esquema também serviu de suporte à corrupção na Petrobras.

Jornal Midiamax