Brasil

Em 15 minutos e sem discurso Temer toma posse como presidente

Em cerimônia simples, empossado preferiu não discursar

Midiamax Publicado em 31/08/2016, às 19h12

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Em cerimônia simples, empossado preferiu não discursar

Em cerimônia simples, Michel Temer tomou posse na tarde desta quarta-feira e é oficialmente o novo presidente do Brasil. O peemedebista convidou ministros e auxiliares para acompanhá-lo ao Senado Federal, onde fez um juramento à Constituição Federal e foi declarado empossado pelo presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB).

A sessão durou cerca de 15 minutos. Michel Temer prometeu cumprir a Constituição, assinou o termo de posse e não discursou. Ele assume de maneira definitiva como presidente da República até o fim do mandato, em 2018. A mudança acontece ao fim do processo de impeachment de Dilma Roussef, cujo julgamento aconteceu nesta manhã, com maioria de votos favoráveis do Senado.

Por 61 votos a 20, o Senado decidiu pela perda do mandato de Dilma, que agora passa a ser de Michel Temer. A cerimônia de posse teve início por volta das 15 horas, no plenário da Câmara dos Deputados, numa cerimônia simples conforme instruções do novo presidente.

Está prevista uma viagem de Michel Temer ainda hoje para a China, por isso não foi promovida uma cerimônia de cumprimentos, como ocorre em solenidades de posse de presidentes eleitos. A ideia é que, antes de embarcar, o peemedebista promova uma reunião ministerial para definir os rumos do novo governo e grave um pronunciamento em cadeia nacional de televisão e rádio que será exibido ainda nesta noite.

Impeachment

Ao votar pelo impeachment, a maioria dos senadores entendeu que Dilma Rousseffde scumpriu a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal por ter editado decretos suplementares sem o aval do Congresso e por ter repassado com atraso recursos do Tesouro para o Banco do Brasil pagar a equalização dos juros do Plano Safra.

A votação que consistiria numa única pergunta aos senadores foi dividida em duas questões. Na primeira, os senadores foram indagados se Dilma cometeu esses crimes. Por 61 votos a 20, eles responderam sim. Na segunda votação, decidiram que ela não ficará inabilitada por oito anos para o exercício de função pública. 

Jornal Midiamax