Brasil

Coronel da PM que investigava colegas é morto e Justiça suspeita de represália

Linhares foi assassinado com ao menos sete tiros

Norberto Liberator Publicado em 01/09/2016, às 11h59

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Linhares foi assassinado com ao menos sete tiros

O coronel Ivanir Linhares Fernandes Filho, que atuava como juiz da Auditoria da Justiça Militar e participava do julgamento de dois processos em um escândalo de corrupção na PM (Polícia Militar) do Rio, foi assassinado com pelo menos sete tiros na última quarta-feira (31), em Maricá, a 54km da capital fluminense. A Justiça apura se o crime foi resposta a suas ações.

Linhares era subcomandante do 4º CPA (Comando de Policiamento de Área) e tinha 49 anos. Ele estava em uma viatura junto com um colega, o sargento Luiz Cláudio Carvalho da Silva, 44, atingido por oito disparos. Silva se encontra em estado grave.

Câmeras próximas ao local onde ocorreu o crime foram recolhidas pela Delegacia de Homicídios de São Gonçalo, Niterói e Itaboraí. Nelas, é possível notar que ao menos três homens descem de um Jeep Renegade e abordam Linhares. Após dizerem algumas palavras, começam a atirar.

Os policiais reagiram, mas não conseguiram deter os criminosos. A polícia investiga se o crime foi latrocínio – roubo seguido de morte – ou execução por represália às atividades jurídicas de Linhares. Ele participaria, nesta quinta-feira (1º), do julgamento sobre um esquema de fraude no Fundo de Saúde da PM.

Segundo a Justiça, militares teriam realizado a compra forjada de 75 mil litros de ácido peracético, usado para esterilização de materiais cirúrgicos, no valor de R$ 4,4 milhões para o Hospital Central da PM.

Eles também teriam adquirido 200 aparelhos de ar-condicionado. Linhares comandava as investigações. As autoridades apuram se houve relação entre isso e o crime contra o coronel.

(Com informações dos jornais O Dia, O Globo e Extra)

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