Brasil

Arrecadação de candidatos chega a R$ 2,6 bilhões neste ano, aponta TCU

Desto total, cerca de R$ 1 bilhão teria sido doado de modo irregular

Midiamax Publicado em 24/10/2016, às 17h59

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Desto total, cerca de R$ 1 bilhão teria sido doado de modo irregular

O sétimo batimento de informações do TCU (Tribunal de Contas da União) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) relativo às Eleições Municipais 2016,  revela que o valor arrecadado por candidatos e partidos chegou a R$ 2,615 bilhões. Esse sétimo batimento foi encerrado no dia 17 de outubro e aponta ainda que o volume de receitas e despesas informadas pelos candidatos com possíveis irregularidades chega a R$ 1,090 bilhão. Ao todo, são 289.233 casos suspeitos.  

Com relação às doações, os indícios de irregularidades de maior destaque identificados neste levantamento são: agência de publicidade com dois funcionários e contratada para campanha no valor de R$ 219 mil; empresa de produções cujo sócio é beneficiário do Bolsa Família que prestou serviço no valor de R$ 3.576.500; empresa aberta em junho de 2016 de filiado de partido e prestou serviço no valor de R$ 250 mil; 76 pessoas físicas que efetuaram doações acima de R$ 300 mil e a renda conhecida não é compatível com o valor doado;  dois fornecedores de campanha com situação inativa ou cancelada prestaram serviços de campanha acima de R$ 400 mil.

O levantamento indica ainda que mais de 46 mil pessoas físicas inscritas no Bolsa Família realizaram doações para campanha no valor total de R$ 118 milhões. Também foram apurados mais de 92 mil casos onde os doadores de campanha estavam sem emprego formal declarado e aportaram mais de R$ 142 milhões para campanhas. Segundo o TCU, o número de doadores sem aparente capacidade financeira para realizar doações subiu de 23.269 casos para 45.063 casos suspeitos. Jã o número de doadores falecidos subiu para 292, antes eram 290.

As informações são resultados de um trabalho de cruzamento de dados proporcionado por parceria firmada entre o TSE e diversos órgãos públicos para fiscalizar a prestação de contas dos candidatos e impedir crimes eleitorais no período de campanha.

Ao receber o documento, o TSE compartilhou imediatamente o material com o MPE (Ministério Público Eleitoral), com o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário) e diversas outras instituições que firmaram parceria com a Justiça Eleitoral.

De acordo o Tribunal Superior,  os indícios de irregularidades serão disponibilizados aos juízes eleitorais para apuração com prioridade, em até cinco dias a partir do conhecimento do caso. Como se tratam de indícios de irregularidades que ainda serão devidamente apurados, os nomes dos doadores e beneficiários e eventuais detalhamentos das informações não serão divulgados pela Justiça Eleitoral.

As informações são passadas pelos próprios candidatos e elas podem ser retificadas a qualquer tempo.

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