Brasil

Após discussão política, pai mata filho de 20 anos e comete suicídio em GO

O pai não aceitava a participação do filho em protestos com a ocupação da UFG

Henrique Kawaminami Publicado em 16/11/2016, às 11h32

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O pai não aceitava a participação do filho em protestos com a ocupação da UFG

Um engenheiro matou a tiros o filho estudante universitário nesta terça-feira (16) em Goiânia, Goiás. Após o crime, ele cometeu suícidio.

Segundo a Polícia Civil, Alexandre José da Silva Neto, de 60 anos, não aceitava a participação do filho Guilherme Silva Neto, de 20 anos, em protestos, com a ocupação da UFG (Universidade Federal de Goiás), onde o jovem cursava matemática.

O jeito dele se vestir com roupas pretas e coturnos, também irritava o pai e era motivo de discussões em casa, de acordo com a polícia. A mãe da jovem, uma delegada aposentada, costumava tentar acalmar os ânimos em casa.

Após uma discussão com o filho na tarde de terça-feira, o engenheiro saiu de casa para se acalmar. O estudante disse à mãe que havia desistido de participar da ocupação da universidade, mas que ia sair para ver o movimento.

O pai ligou para casa e a mulher disse que o filho havia saído. Minutos depois, por volta das 17h30, ela ouviu um barulho a tiros na rua. A Polícia Civil suspeita que o pai estava esperando o filho sair para cometer o crime.

Testemunhas relataram que o universitário tentou correr para fugir do pai, que entrou no carro e dirigiu na contramão atrás do jovem. Na esquina da rua 25-A com a avenida República do Líbano, o homem parou o veículo e disparou mais tiros contra o filho.

Após matar o filho, o homem se ajoelhou ao lado do corpo e deu um tiro na boca, ainda de acordo com a polícia. O estudante morreu no local e o pai foi levado ao Hospital de Urgências de Goiânia, onde morreu.

Na mochila do universitário os policiais encontraram uma máscara, uma barra de ferro e uma machadinha. Com o pai, foi apreendida uma pistola 6,5 usada no crime e dois carregadores. O caso é investigado pela DIH (Delegacia de Investigações de Homicidios).

Jornal Midiamax