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34ª fase da Lava Jato prende Guido Mantega e mira empresa de Eike

Operação Arquivo X investiga desvios em plataformas de pré-sal

Norberto Liberator Publicado em 22/09/2016, às 10h21

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Operação Arquivo X investiga desvios em plataformas de pré-sal

O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi preso pela PF (Polícia Federal) na 34ª fase da Operação Lava Jato, denominada Arquivo X. Ele estava no Hospital Albert Einstein para acompanhar um tratamento médico da esposa. Também são alvos os executivos das empresas OSX, do empresário Eike Batista, e da Construtora Mendes Júnior.

Os federais cumprem ao todo 49 ordens judiciais, sendo 33 de busca e apreensão, oito de prisão temporária e oito de condução coercitiva. Aproximadamente 180 policiais cumprem ordens judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

As empresas investigadas teriam desviados recursos na construção de plataformas da Petrobras, para extração do pré-sal. A PF teria indícios de que Mantega atuou diretamente junto à direção de uma das empresas para negociar o repasse de recursos ao PT, a fim de pagar dívidas de campanha.

De acordo com o Jornal Folha de São Paulo, Eike já teria acusado Mantega de procurá-lo em busca de R$ 5 milhões para repassar ao partido da ex-presidente Dilma Rousseff, em novembro de 2012. 

Mantega foi ministro de Lula e de Dilma e ja havia sido levado coercitivamente para depôr na 7ª fase da Operação Zelotes. Na época, o objetivo da Justiça Federal era apurar suposta ligação do ex-ministro com empresa que é suspeita de comprar decisões do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), ligado ao Ministério da Fazenda.

À Folha, o advogado da Construtora Mendes Junior, destacou que a empresa estava 'em negociação de acordo de leniência e delação premiada e foi surpreendida com a operação de hoje já que ela envolve fatos que fazem parte do escopo da colaboração'.

O periódico paulista afirma ainda que o nome 'Arquivo X' faz referência a um dos grupos empresariais investigados, ligado a Eike, que tem como marca a letra 'X' nos nomes das pessoas jurídicas de seu conglomerado.

Jornal Midiamax