Brasil

Políticos e artistas vão a velório de filho de Alckmin em SP

Dilma Roussef esteve no local, onde ficou por pouco mais de 30 minutos

Gerciane Alves Publicado em 03/04/2015, às 16h20

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Dilma Roussef esteve no local, onde ficou por pouco mais de 30 minutos

po de Thomaz Alckmin, 31 anos, filho do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, está sendo velado na manhã desta sexta-feira, no Hospital Albert Einstein, no bairro do Morumbi, na capital paulista. Thomaz foi uma das cinco vítimas da queda de um helicóptero na tarde desta quinta-feira (2). Seu corpo foi liberado pelo IML por volta das 3h da manhã e a cerimônia do velório começou por volta das 4h30.

O velório é fechado à imprensa, e restrito a familiares e amigos.

A presidente Dilma Rousseff chegou ao local, por volta das 12h40, acompanhada dos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria da Comunicação Social, Edinho Silva. A presidente entrou no hospital por um acesso privado, ficou por cerca de 30 minutos, não falou com a imprensa e seguirá para a Brasília, sem participar do enterro previsto para às 17h.

O presidente do PSDB Aécio Neves também esteve na cerimônia e disse que foi prestar solidariedade ao “amigo” Geraldo Alckmin. “É algo extremamente triste, devastador”, afirmou Aécio. “É um amigo que vive hoje um dos momentos mais difíceis da sua vida”, completou.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que o governador de São Paulo está muito abalado. “Alckmin está muito triste. É um momento de consternação”, disse.

O deputado federal Celso Russomano (PRB-SP) chamou de “inexplicável” o acidente e disse que Thomaz morreu feliz. “O piloto era muito bem preparado, muito experiente, tinha bastante horas de voo”, disse. “Ele estava muito feliz, estava no melhor momento da carreira dele. Quando a gente morre fazendo o que gosta, a gente morre feliz.”

Políticos, artistas e empresários foram até o local, durante a manhã, se despedir e prestar condolências à família. Já estiveram no local: o senador José Serra (PSDB), o ministro das Cidades Gilberto Kassab, o secretário municipal de Educação de São Paulo Gabriel Chalita, o bispo Edir Macedo, o presidente da Fiesp Paulo Skaf, o ex-senador Eduardo Suplicy, o deputado federal Ivan Valente (PSOL), deputados estaduais, além do ator Tom Cavalcanti, o presidente do grupo Bandeirantes João Jorge Saad e o jornalista e empresário João Dória Junior.

Religiosos da cidade também compareceram ao local para confortar a família.  Ao deixar o hospital, padre Rosalmiro, da zona leste de São Paulo, afirmou que “Lu Alckmin é uma mulher como Maria, vivendo um sofrimento da perda do filho”.

O traslado para o cemitério municipal de Pindamonhagaba (a 156 km da capital paulista), onde Thomaz será enterrado, estava previsto para às 14h. Thomaz Alckmin deixa a mulher, Tais, duas filhas, Isabela e Julia, e os irmãos Sophia e Geraldo Alckmin Neto.

O acidente

O helicóptero caiu, por volta das 17h, em cima de uma residência em obras, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, na tarde desta quinta-feira (2). Além de Thomaz Alckmin, morreram o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Golçalvez, 53 anos, o mecânio Paulo Henrique Moraes, 42 anos, ambos funcionários da Seripatri; e Erick Martinho, 36 anos, e Leandro Souza, 34 anos, mecânicos da Helipark, empresa de manutenção. As investigações serão conduzidas pela Polícia Civil e pelo Centro de Investigações e prevenção de acidentes aeronáuticos (Cenipa).

Segundo a empresa Seripatri, responsável pela operação do helicóptero, o piloto tinha mais de 30 anos de experiência na profissão. O acidente, informou a empresa, ocorreu durante voo de teste, após a aeronave passar por manutenção preventiva.

O helicóptero era da marca Eurocopter, modelo EC 155, prefixo PPLLS, e tinha cerca de quatro anos de uso, com aproximadamente 600 horas de voo, de acordo com a Seripatri. A aeronave estava com sua documentação e manutenção em ordem.

Jornal Midiamax