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Oposição vê com cautela discurso de Dilma

Oposição diz que vai acompanhar as medidas anunciadas pela presidente durante sua posse

Midiamax Publicado em 02/01/2015, às 00h57

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Oposição diz que vai acompanhar as medidas anunciadas pela presidente durante sua posse

Ao fazer um discurso de prestação de contas do primeiro mandato e adiantando propostas para os próximos quatro anos, a presidente Dilma Rousseff chamou a atenção dos poucos oposicionistas presentes na cerimônia de posse no Congresso. Para a oposição, as medidas anunciadas precisarão ser acompanhadas durante o novo mandato da petista. Dilma anunciou o envio de um pacote com medidas anticorrupção para deputados e senadores analisarem e o lançamento da terceira fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“A gente vai ter uma postura de acompanhamento”, afirmou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), candidato apoiado por parte da oposição à presidência da Câmara. Ele foi destacado para representar o partido e a oposição na cerimônia de posse. Para ele, o discurso de Dilma foi de “esperança”. Não pelo que pode fazer, mas pelo que tentará completar nos próximos quatro anos. “Posso dizer que a presidente está otimista sobre a realidade daquilo que ela não conseguiu fazer no primeiro mandato”, completou o pessebista.

No discurso, Dilma fez um balanço das duas primeiras edições do PAC e adiantou que uma terceira será lançada em breve. No combate à corrupção, voltou a mencionar um pacote com cinco medidas. Entre elas, transformar em crime a prática de caixa 2 e alterar a legislação para agilizar o julgamento de processos envolvendo o desvio de recursos públicos. Também disse que vai propor que o Congresso modifique a Constituição para tratar a segurança pública como atividade comum de todos os entes federados. Atualmente, ela é de competência exclusiva dos estados.

O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) disse que o discurso de Dilma “apontou para a frente”. Ele elogiou a intenção de enviar ao Congresso cinco medidas contra a corrupção, mas entende que a presidente terá problemas com o Congresso. “Ela vai enfrentar um Senado mais conservador, difícil para ela. Mas toda vez que ela precisar daqueles que dialogaram com ela, principalmente no segundo turno, ela me terá. Se girar para os setores conservadores, encontrará em mim e nos movimentos sociais resistência”, afirmou.

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