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Mortes, ventos de 134 km/h e 300 mil sem luz: o temporal no RS

Em Rio Pardo, uma mãe de 21 anos e o filho de três anos morreram após uma árvore cair sobre a casa onde estavam

Midiamax Publicado em 15/10/2015, às 11h33

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Em Rio Pardo, uma mãe de 21 anos e o filho de três anos morreram após uma árvore cair sobre a casa onde estavam

Com ventos de mais de 130 km/h, o temporal que atingiu o Rio Grande do Sul entre a noite de quarta-feira e a madrugada de hoje fez duas vítimas fatais, mais de 10 feridos e um desaparecido, derrubou centenas de árvores em diversas cidades do Estado e deixa mais de 300 mil clientes sem luz. Para piorar, a chuva segue castigando os gaúchos na manhã desta quinta-feira com fortes rajadas de vento.

Em Rio Pardo, uma mãe de 21 anos e o filho de três anos morreram após uma árvore cair sobre a casa onde estavam, no bairro Jardim Boa Vista. O prefeito da cidade, Fernando Henrique Schwanke, disse que o município está “anestesiado” por causa do incidente.

O temporal também deixou um homem desaparecido em Porto Alegre, na Zona Norte. Conforme a Brigada Militar, ele foi levado pelas águas e caiu em um valão no bairro Sarandi. Buscas são feitas para encontra-lo. Com rajadas superiores a 110 km/h, a tempestade na Capital foi a segunda maior dos últimos sete anos. Em Santa Maria, o vento chegou a 134 km/h.

Há problemas no abastecimento de energia elétrica em todas as regiões de Porto Alegre. De acordo com a CEEE, 188 mil clientes estão sem luz na Região Metropolitana – 135 mil na Capital; 63 mil não têm energia na área de concessão da AES-Sul, e 7,5 mil na área da RGE.

– Tivemos quatro linhas de transmissão com problemas, que geraram mais interrupção de luz, especialmente na região de Canoas. Instalamos o comitê de crise e trabalhamos durante toda a madrugada. Até o final da tarde, tudo deve estar normalizado – disse o presidente da CEEE, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Na rodoviária da Capital, a água invadiu os terminais de embarque de passageiros. Sem luz, novas passagens não eram emitidas no começo da manhã. No bairro Floresta, um carro foi “engolido” pela água e ficou submerso na Rua Garibaldi. Três estações do trensurb tiveram de ser fechadas.

Toldo de escola de samba arrancado

De acordo com o Hospital de Pronto-Socorro da Capital, ao menos 11 pessoas procuraram a emergência em razão de ferimentos provocados pelo desabamento de parte do telhado da quadra da Imperadores do Samba, na Avenida Padre Cacique, na zona sul. Ninguém teria sofrido ferimentos graves.

Hospital de Clínicas teve várias janelas de vidro quebradas, o que ocasionou alagamentos de salas e corredores e danificou equipamentos, como computadores. Por causa dos estragos, todas as consultas marcadas para esta quinta-feira foram canceladas, assim como as cirurgias não urgentes. A equipe do hospital pede que as pessoas evitem ir ao local, mas ressalta que a emergência continua funcionando.

A Defesa Civil Estadual recebeu uma série de chamados de pessoas que tiveram casas danificadas por granizo e alagamentos provocados pela chuva. Os municípios das regiões Metropolitana e Central foram os mais atingidos. São mais de 60 cidades prejudicadas. Doze equipes do órgão trabalham para ajudar as vítimas.

Em Santa Maria, a chuva destruiu parte do ginásio do Guarany-Atlântico onde estavam as doações para os atingidos da semana passada. Algumas escolas da cidade cancelaram as aulas. Em Dilermando de Aguiar, a estrutura montara para uma feira desabou com o vento e deixou quatro pessoas feridas.

Jornal Midiamax