Brasil

Ministro minimiza rejeição à Dilma e diz que governo já saiu do ‘fundo do poço’

O ministro adotou um tom otimista 

Diego Alves Publicado em 22/06/2015, às 22h59

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O ministro adotou um tom otimista 

O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, adotou um tom otimista sobre a baixa avaliação dos primeiros seis meses do segundo governo de Dilma Rousseff. Para ele, o governo já tinha atingido “o fundo do poço”, e agora está subindo. A declaração dele é baseada em fatores como confiança na economia e combate à inflação.

“Se formos observar todos os indicadores, na confiança da economia tivemos um pequeno acréscimo, na questão do combate à inflação também. Bateu-se no fundo do poço e começa a voltar”, disse ele hoje (22), após reunião de coordenação política do governo federal. Ele espera que a popularidade da presidenta volte a subir.

Segundo ele, “se há uma expectativa que começa a melhorar em relação a vários indicadores, isso não acontece por milagre. Existe a chefia de um governo que faz com que isso aconteça, e tem que capitalizar também esse aspecto positivo”.

Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no último fim de semana, apontou que a popularidade da presidenta está muito baixa. Apenas 10% aprovam o governo como bom ou ótimo e 65% avaliam o governo como ruim ou péssimo. De acordo com o instituto, o índice de rejeição é o maior para um presidente da República desde setembro de 1992, a poucos dias do impeachment de Fernando Collor de Mello.

Um dos articuladores políticos do governo, Padilha disse que o governo trabalha por uma melhor avaliação da presidenta junto à população. “Queríamos que fosse ontem, vamos trabalhar para que seja hoje, mas que seja no [tempo] mais rápido possível”, destacou.

O vice-presidente e articulador político do governo, Michel Temer, também comentou a pesquisa do Instituto Datafolha. Ele acredita que “o governo vai sair de tudo isso”, e ressaltou que “a presidenta está fazendo o possível e o impossível” na ação executiva, como o plano safra, o plano das concessões, o ajuste fiscal. “Tudo isso é passageiro”, ressaltou Temer.

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