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Bombeiros temem rompimento de terceira barragem em MG

O prefeito de Mariana disse que decretará estado de emergência no município, atingido por uma onda de lama

Midiamax Publicado em 06/11/2015, às 11h54

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O prefeito de Mariana disse que decretará estado de emergência no município, atingido por uma onda de lama

Após o rompimento de duas barragens, na tarde desta quinta-feira, entre Mariana e Ouro Preto, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais afirmou na manhã desta sexta-feira que há riscos em outra barragem. De acordo com o assessor de comunicação, major Rubem da Cruz, a corporação monitora uma terceira barragem na cidade de Mariana, que poderia ter um novo risco de rompimento.

Em entrevista à Rádio CBN, ele afirmou que uma vistoria foi realizada durante a madrugada e deve-se repetir na manhã desta sexta-feira. Ainda segundo ele, a hipótese de que um abalo sísmico de 2 pontos na escala Richter poderia ter causado os rompimentos está sendo investigada.

O prefeito de Mariana, Duarte Junior (PPS), disse que decretará estado de emergência no município, atingido por uma onda de lama depois que duas barragens da mineradora Samarco estouraram. Em entrevista ao Portal G1, o prefeito afirmou ainda que a prefeitura também alugará casas para os desabrigados.

A Prefeitura da cidade de Mariana divulgou pedido de ajuda nas redes sociais para receber donativos, como roupas, colchões, água mineral, produtos de higiene pessoal, e também, pratos, copos e talheres descartáveis. Os interessados em ajudar devem se dirigir ao Centro de Convenções do município. O governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), e o minsitro da Integração Nacional devem chegar ao local na manhã desta sexta-feira.

Tragédia

Duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco romperam-se nesta quinta-feira, 5, por volta das 16h, entre Mariana e Ouro Preto, a 110 km de Belo Horizonte (MG). O distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, foi alagado. Ao menos uma morte foi confirmada pelos Bombeiros e 25 pessoas estão desaparecidas.

A tragédia deve transformar-se na mais grave na área ambiental do Estado. Até uma igreja histórica do século 18 e uma escola de ensino fundamental teriam sido atingidas. “Uma avalanche de lama destruiu casas, escola, igreja, posto de saúde e carros. Muitas famílias estão desalojadas e sem notícias de seus familiares. O resgate é difícil e somente com helicópteros é possível chegas às áreas destruídas”, relatou ao Estado o secretário de Saúde de Mariana, Juliano Duarte. “Muitos desabrigados estão alojados provisoriamente em uma escola. É uma das cenas mais tristes que já vi.”

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