Brasil

Aécio diz que governo Dilma pode terminar ‘mais breve do que muitos imaginam’

Aécio Neves também discursou sobre a responsabilidade do PSDB

Diego Alves Publicado em 06/07/2015, às 02h30

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Aécio Neves também discursou sobre a responsabilidade do PSDB

Após ter sido reconduzido à presidência do PSDB, Aécio Neves discursou sobre a responsabilidade do partido para o futuro político do país e, em diversos momentos, pediu o fim do mandato da presidente Dilma Rousseff. O senador mineiro afirmou não saber quando terminará a gestão da petista, mas que isso pode ocorrer em curto prazo.

“Uma das heranças que a presidente Dilma deixará para cada um já conhecemos: meia década perdida. Ao final de seu governo, que não sei quando ocorrerá, talvez mais breve do que alguns imaginem, os brasileiros terão ficado mais pobres”, discursou Aécio.

“O que temos hoje, portanto, é um governo afogado em denúncias, paralisado pela incompetência e desacreditado pela falta de confiança. Um governo, a verdade é essa, que não consegue apresentar saídas para uma crise que ele próprio criou e continua aprofundando.”

Em sua fala, Aécio tratou a questão de uma eventual interrupção do mandato da presidente sob a óptica da nova estratégia da oposição para o tema. A ideia é alegar crime eleitoral e, assim, pedir novas eleições, evitando a posse do vice-presidente Michel Temer (PMDB).

“Se tudo isso não é a falência de um governo e seu projeto de poder o que mais poderia ser? Os sucessivos escândalos que aí estão consolidam a ideia de que instalou-se no Brasil um modus operandi organizado, sistematizado e que vale de tudo para se manter no poder”, atacou.

“Escândalos que agora colocam sob gravíssima suspeição a campanha que elegeu a atual presidente da República e seu vice, e que, agora, neste mesmo instante, está sendo investigada pelo TSE […] Este grupo político que aí está sempre conviveu mal com o contraditório e somos testemunhas disso. Está caminhando a passos largos para interrupção desse mandato.”

Por diversas vezes, Aécio procurou colar na presidente a imagem de uma líder sem real liderança de um governo fragmentado. Segundo o senador, “a presidente não foverna mais”, “perdeu o controle da máquina administrativa”. “Esse ajuste fiscal de péssima qualidade, baseado em aumento de impostos, falta de investimentos e restrição de direitos trabalhistas”, também citou.

“Nunca o papel do PSDB foi tão relevante para a história desse país […] É preciso superarmos o mais rapidamente possível o grande divórcio que ainda existe hoje entre representantes e representados”, declarou.

“Somos a oposição a favor do Brasil, mas se preparem que, dentro de muito pouco tempo, não seremos mais oposição, vamos ser governo para limpar a lambança que o PT fez em todas as áreas da administração pública.”

Jornal Midiamax