Brasil

Aécio: Dilma ‘se acovardou’ ao evitar pronunciamento na TV

As palavras sforam repetidas por Paulinho da Força (SDD)

Diego Alves Publicado em 01/05/2015, às 22h54

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As palavras sforam repetidas por Paulinho da Força (SDD)

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), criticou nesta sexta-feira o fato de a presidente Dilma Rousseff (PT) ter cancelado o tradicional pronunciamento de 1º de Maio em cadeia de rádio e TV para falar aos trabalhadores por meio das redes sociais. Para Aécio, Dilma “se acovardou”.

“Esse 1º de Maio vai ficar lembrado como o dia da vergonha. O dia em que a presidente da República se acovardou e não teve coragem de dizer aos trabalhadores brasileiros porque eles é que vão pagar o preço mais duro deste ajuste (fiscal)”, disse o tucano a jornalistas quando chegava para o evento da Força Sindical, na zona norte de São Paulo. Na sequência, as palavras seriam repetidas por Aécio no palco, ao lado do deputado Paulinho da Força (SDD) e do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Em seu discurso, Aécio criticou as medidas provisórias que restringem o acesso a benefícios como seguro-desemprego e pensão por morte (MPs 664 e 665/2014) e disse que tais medidas “tiram direitos dos trabalhadores”. À multidão, o tucano ainda pediu um “basta” para “tanta corrupção e incompetência” e disse que o governo do PT é “o mais corrupto da história do Brasil”.

De acordo com Aécio, é “muito grave” a investigação aberta contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suspeita de tráfico de influência nacional e internacional em negócios da Odebrecht, conforme revelado por reportagem da “Época”. Segundo a revista, a Procuradoria da República em Brasília investiga se Lula usou sua influência para facilitar acordos da empreiteira em obras financiadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). “A cada dia, o que assistimos é um novo escândalo. É muito grave aquilo que a revista Época hoje publica de que há uma investigação do Ministério Público em relação a tráfico de influência cometido pelo ex-presidente da República. Isso tem de ser investigado”, disse o tucano a jornalistas.

Panelaço

O Palácio do Planalto anunciou no início desta semana que a presidente Dilma faria o pronunciamento de 1º de Maio pelas redes sociais. O ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social, negou que o governo estivesse temendo um novo panelaço, a exemplo do que ocorreu no Dia da Mulher, em 8 de março, e afirmou que a ideia era valorizar outras formas de comunicação.

Hoje, ao chegar ao evento da Força Sindical, o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias (PDT), voltou a negar temor de panelaço e defendeu a presidente. “(Internet) é o que vocês querem, é o que todo mundo diz que há de mais moderno. Não é medo de panelaço. Quem sofreu, quem foi torturado, quem enfrentou a ditadura, como ela enfrentou, vai ter medo de panelaço?”, questionou.

Massacre a professores

Como presidente nacional do PSDB, Aécio Neves foi incitado por jornalistas a se posicionar a respeito da ação do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), contra os professores da rede estadual. Aécio, no entanto, evitou criticar o companheiro de partido. “Lamento profundamente o que ocorreu”, limitou-se a dizer.

Na última quarta-feira, um protesto dos docentes contra o governo foi violentamente reprimido pela Polícia Militar e terminou com um saldo de mais de 200 feridos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) chamou o episódio de “massacre”.

Jornal Midiamax