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Na era da tecnologia, smartphones, tablets e notebooks ganham status de amantes e formam triângulo amoroso com os casais.

 Foto/Reprodução   Um estudo feito pela University College de Londres e London School de Higiene e Medicina Tropical a cada 10 anos mostra queda na frequência de sexo dos britânicos e o uso irrestrito do celular foi apontado como uma das causas. Outro estudo publicado no periódico Archives of Sexual Behaviour, feito com com quase […]

Midiamax Publicado em 12/12/2017, às 18h03

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 Foto/Reprodução

Um estudo feito pela University College de Londres e London School de Higiene e Medicina Tropical a cada 10 anos mostra queda na frequência de sexo dos britânicos e o uso irrestrito do celular foi apontado como uma das causas.

Outro estudo publicado no periódico Archives of Sexual Behaviour, feito com com quase 27 mil participantes, chegou à conclusão que os adultos americanos estão fazendo menos sexo do que há 20 anos. A frequência é até nove vezes menor em comparação com o final dos anos 1990. E não pense que isso só acontece por lá … Essa onda já atravessou oceano. Embora não haja estudos no país relacionando tecnologias ao comportamento dos casais, o fenômeno comprovado no Reino Unido e nos EUA também está acontecendo por aqui.

Na era da tecnologia, smartphones, tablets e notebooks ganham status de amantes e formam triângulo amoroso com os casais. Foto/Reprodução

Os smartphones potencializam um fenômeno que surgiu com a TV, antes, os casais ficavam abraçados, assistindo ao mesmo programa. Hoje, cada um fica no seu mundo, chamada de síndrome da separação próxima, que é quando as pessoas estão juntas mas não conversam, cada uma vivendo no seu mundo. E aí fica mais difícil ter um momento de intimidade. A necessidade de ficar conectado 24 horas por dia diminui a intimidade entre o casal. Não é nem falta de romantismo, mas uma questão fisiológica, porque existe uma dificuldade de desvinculação mental. Para o cérebro focar na relação sexual, ele precisa se desligar das outras obrigações. As pessoas estariam passando seu tempo fazendo outras atividades, com outros propósitos. O crescimento das redes sociais e novas plataformas de entretenimento, como a Netflix, poderia ser uma das razões para isso.

Na era da tecnologia, smartphones, tablets e notebooks ganham status de amantes e formam triângulo amoroso com os casais. Foto/Reprodução

Até o bom velhinho está sendo substituído,rsrs.

Na era da tecnologia, smartphones, tablets e notebooks ganham status de amantes e formam triângulo amoroso com os casais. Foto/Reprodução

No entanto, quantidade não significa necessariamente qualidade. A questão mais importante é se as pessoas estão felizes ou não com suas vidas sexuais.

E você? Está feliz com sua vida sexual?

De que adianta dividir a cama se a pessoa nem te responde porque está rolando um feed? Como você vai tentar uma aproximação assim?

Dicas da ginecologista e sexóloga Jaqueline Brendler, diretora da Associação Mundial para Saúde Sexual:

Façam suas regras

​ Que tal desligar a internet do celular no quarto, por exemplo? Ou combinar turnos em que nenhum dos dois vai mexer nas redes sociais?

Desconecte

​ Quanto mais longa a relação, mais necessárias são as preliminares para a satisfação da mulher. Invista em pelo menos 20 minutos para entrar no clima. – Para quem tem muita dificuldade em desligar, a dica é se dar um tempinho desconectada, com um banho demorado e se conectando consigo mesma antes da hora H.

Priorize o sexo

Não adianta colocar a culpa no celular quando a própria rotina faz com que o sexo seja sempre a última coisa do dia, alerta Jaqueline: – Se você pergunta, todo mundo diz que sexo é muito importante para um relacionamento, mas também é a coisa que fica para o momento em que você está mais cansada, depois de já ter trabalhado, organizado tudo e ido para a cama. O sexo não pode ser a última coisa do dia.

Na saúde e na doença, até que alguma rede social os separe.

Não deixe o celular desconectar o seu relacionamento,rs.

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