Quais segredos e mistérios guarda o mítico Caminho do Peabiru, a intrigante rede de trilhas ancestrais que ligavam os oceanos Atlântico e Pacífico, construída por povos pré-colombianos e utilizada para deslocamentos, comércio, expansão territorial e ritos religiosos por diversos povos que aqui habitavam?
Essas são as respostas que busca a equipe de Dakila Pesquisas, que há mais de trinta anos investiga esse caminho histórico. Nesta semana, Dakila está presente no município de Cananéia, litoral de São Paulo, próximo a São Vicente, alcançando resultados expressivos.
O nome “Peabiru” vem do tupi-guarani e significa “caminho gramado” ou “caminho amassado”. Essa rota atravessava Brasil, Paraguai, Bolívia e Peru, ligando o Atlântico ao Pacífico. No Brasil, passava por Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, em uma “estrada” rudimentar, porém organizada, por onde circulavam povos das etnias inca, guarani, kaingang e xetá. Mais tarde, foi utilizada por espanhóis, portugueses, Bandeirantes e jesuítas, além de aventureiros europeus. A idade exata da rota é incerta, estimada entre 3 mil e 12 mil anos, e pesquisas recentes da de Dakila sugerem conexões até mesmo com outros continentes, como o europeu, através do Caminho de Santiago de Compostela.
Mas, afinal, o que faz Dakila Pesquisas em Cananéia-SP?
Cananéia é um pequeno município com cerca de 13 mil habitantes, situado a 265 km da capital paulista. Esse belo município litorâneo foi cenário das caminhadas ancestrais pelo Peabiru, motivo da pesquisa realizada pela equipe de Dakila, liderada por Urandir Fernandes de Oliveira.
Trata-se de uma ação pioneira que une tecnologia avançada ao resgate histórico, iniciada em 17 de março, estendendo-se até sexta-feira, dia 21. O remapeamento do Caminho do Peabiru na região utiliza um equipamento denominado LiDAR, que realiza escaneamento georreferenciado dos locais, eliminando a necessidade de escavações ou desmatamento. Essa tecnologia garante um detalhado remapeamento técnico de altíssima precisão Geo das primeiras léguas do histórico caminho. A iniciativa tem o apoio da prefeitura municipal, empresários locais, membros do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), além do acompanhamento do renomado historiador Jorge Ubirajara, especialista e autor de importantes obras sobre o tema.

Tecnologia de ponta a serviço do resgate histórico
Além do LiDAR, as equipes de Dakila Pesquisas utilizam outros equipamentos de última geração, como drones de alta capacidade, sensores de georreferenciamento e técnicas inovadoras de remapeamento que asseguram precisão no traçado original da trilha. A associação também utiliza filmadoras e câmeras fotográficas de alta precisão para registrar detalhadamente as pesquisas, possibilitando estudos minuciosos de mapas históricos e dados arqueológicos. Tudo isso resulta em um plano de sinalização moderno, sustentável e acessível, garantindo segurança aos turistas e preservação ambiental.
Trabalhando pela história, turismo e cultura
A ação de remapeamento do Caminho do Peabiru é uma iniciativa de Dakila Pesquisas, associação científica mundial sediada em Corguinho-MS, com atuação nacional e internacional, contando com mais de 830 mil associados. O trabalho desenvolvido por Dakila, como o realizado em Cananéia, não gera custos para a administração local devido à autossuficiência financeira da entidade sul-mato-grossense. Seu compromisso é com a ciência, o desenvolvimento sustentável e a valorização cultural da região. São firmadas parcerias estratégicas locais, como com o historiador Jorge Ubirajara, entidades e órgãos públicos e privados, destacando-se a independência político-religiosa da associação.
Urandir Fernandes de Oliveira, presidente da Dakila Pesquisas, presente nas atividades em Cananéia, afirma: “Este remapeamento técnico de altíssima precisão ressalta e fortalece as riquezas culturais e turísticas deste importante município, impulsionando o desenvolvimento regional e reforçando seu papel histórico no país. Nossa A expectativa é sermos parceiros reais para que Cananéia gere mais e melhores empregos, consolidando-se definitivamente como um dos principais atrativos turísticos do Brasil”.
Esta matéria é de responsabilidade do jornalista Rogério Alexandre Zanetti.