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Especialistas alertam sobre circulação de outras viroses além da Covid-19 com tempo seco

Cuidado deve ser redobrado para evitar contágio por infecções virais tão danosas quanto a do coronavírus

Felipe Ribeiro Publicado em 19/07/2021, às 13h30

Crianças abaixo de dois anos e idosos podem ter sintomas mais fortes
Crianças abaixo de dois anos e idosos podem ter sintomas mais fortes - (Foto: Henrique Arakaki/Midiamax)

Com uma preocupação maior em curso, a da pandemia do novo coronavírus, muitos acabam por esquecer-se do cuidado necessário com infecções causadas por outros tipos de vírus. Existem diversos organismos em atuação paralela com o SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19.

Entre eles estão o vírus causador da Influenza, o vírus sincicial respiratório e o rinovírus. Além disso, a infecção por esses seres pode culminar numa infecção bacteriana como a pneumonia.

Segundo a médica pneumologista, Andrea Acosta, esta época do ano é um período que já circulam outros tipos de vírus. “No inverno e na seca, é comum que tenhamos o vírus da Influenza, por exemplo, em que já existe vacina. Há alguns subtipos, como a Influenza A, que tem a H1N1, H3N2, Influenza B, vírus sincicial respiratório, em que principalmente as crianças abaixo de dois anos fazem muita bronquiolite”, detalhou.

A especialista explica que as viroses possuem sintomas semelhantes, como resfriado, coriza, tosse seca, febre baixa e desconforto na garganta, que são reações corporais mais brandas. Mas a médica alerta que, em outras faixas etárias, o cenário pode ser mais grave.

“Em crianças abaixo de dois anos e em idosos, pode haver sintomas mais fortes como febre alta, tosse, chiado no peito e cansaço respiratório. O mesmo acontece em pessoas que têm doenças respiratórias crônicas, como DPOC, asma, enfisema, bronquiectasia e fibrose pulmonar, pois a doença viral pode atacar a doença de base, principalmente se esta não possui tratamento preventivo”, destacou Acosta.

Prevenção

Os médicos reforçam que em alguns casos não há vacina, como para os resfriados comuns. Os profissionais afirmam ainda que a prevenção parece mais simples do que imaginamos e consiste em praticar o que já estamos aprendendo com a pandemia.

“Temos de lavar as mãos frequentemente. Usar desinfetantes de superfície em um ambiente contaminado pode reduzir a disseminação da infecção, por exemplo. Para a gripe, temos vacina que é disponibilizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em campanha no início do outono. Atualmente, a dose, que é anual, está disponível para todos os grupos etários”, relatou Ana Maria Marques, médica pneumologista.

Jornal Midiamax