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Devido ao zika, OMS recomenda que brasileiras adiem planos de gravidez

Entidade pede que planos sejam adiados em pelo menos seis meses

Norberto Liberator Publicado em 31/05/2016, às 14h41

Sede da OMS (Foto:
divulgação)
Sede da OMS (Foto: divulgação) - Sede da OMS (Foto: divulgação)

Entidade pede que planos sejam adiados em pelo menos seis meses

Devido aos crescentes casos de microcefalia relacionados ao surto do vírus zika, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou que casais que morem em locais onde há epidemia do vírus, como o Brasil, adiem ou considerem a possibilidade de adiar uma gravidez. Para quem apresentar algum sintoma, a sugestão é de que se adie pelo menos seis meses.

Os estrangeiros que visitam locais atingidos pela epidemia, e que não apresentarem sintomas, devem esperar pelo menos dois meses, defende a organização. A entidade publicou a sugestão depois de descobrir que o vírus fica mais tempo do que se imaginava alojado no sêmen.

"Nossa sugestão é de que pessoas em locais com surto adiem ou considerem adiar uma gravidez", disse em entrevista coletiva o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier. "Isso é uma forma de garantir que o vírus deixe o corpo", disse sobre a recomendação de que estrangeiros que apresentem sintomas esperem por seis meses.

"Essas pessoas devem esperar oito semanas ao voltar de locais afetados”, disse sobre casais que tenham vindo ao Brasil depois do surto, mesmo que não apresentem sintomas. A medida marca uma mudança de recomendação, que antes era de quatro semanas.

Jornal Midiamax