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“Quase dengue”: vírus Zika é achado pela 1ª vez no Brasil

Doença causada pelo vírus é semelhante à dengue, mas mais fraca

Clayton Neves Publicado em 03/05/2015, às 17h46

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Doença causada pelo vírus é semelhante à dengue, mas mais fraca

Conhecido como o transmissor da dengue, o mosquito Aedes aegypti tem assustado a população baiana com uma nova doença, transmitida pelo vírus Zika. Uma pessoa contaminada pelo vírus tem sintomas semelhantes aos da dengue, como febre, diarreia, dores e manchas no corpo. No entanto, o vírus é mais fraco e os sintomas mais brandos.

O vírus Zika foi identificado pelos pesquisadores Gúbio Soares e Silvia Sardi, do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia (ICS/UFBA) nesta semana, por meio de amostra de sangue de pacientes do município de Camaçari.

Segundo Soares, a doença tem atingido diversos moradores de Camaçari, Salvador, Feira de Santana e outros municípios da região. “Zika não é tão grave quanto dengue ou Chikungunya “, afirmou o professor em comunicado divulgado pela UFBA. Além disso, não há registros de morte por Zika.

“O quadro parece alérgico, é mais tranquilo e o tratamento é o mesmo”, explica o pesquisador. Além destes sintomas, o paciente pode apresentar sinais de conjuntivite.

O vírus é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, Aedes albopictus e outros tipos de Aedes, mas nunca havia sido detectado antes no Brasil ou na América Latina.

Há registros de que o vírus Zika foi isolado pela primeira vez no fim da década de 1940, por meio de estudos realizados em macacos que habitavam a floresta de Zika, na Uganda. Em humanos, o primeiro caso foi registrado em 1964, na Nigéria, e o primeiro surto fora dos continentes asiático e africano foi na Oceania, em 2007.

Ainda não há estudos comprovados, mas há suspeitas de que a doença do Zika possa ser transmitida sexualmente entre humanos.

Jornal Midiamax