A “secura do deserto” refere-se a condições climáticas extremamente secas, com baixa umidade relativa do ar, caracterizadas por altas temperaturas durante o dia e quedas significativas à noite. A descrição reflete a condição enfrentada em todas as cidades de Mato Grosso do Sul nos últimos dias.
Campo Grande registrou o menor nível de umidade relativa do ar entre as capitais do Brasil, na última quarta-feira (13), conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Com o tempo seco predominando em Mato Grosso do Sul, o cenário deve se repetir nesta quinta-feira (14).
Segundo a estação monitorada pelo instituto, a Capital Morena registrou 12% de umidade do ar. O município segue em alerta, vigente até as 20h de hoje, para perigo potencial, com níveis variando de 20 a 30%. A condição favorece o risco de incêndios florestais e à saúde.
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Portanto, o Jornal Midiamax separa dicas com estratégias para minimizar o impacto à saúde diante da condição climática prejudicial, principalmente para idosos e crianças.
Sinais
Conforme a cartilha de orientação da Vigidesastres (Programa de Vigilância em Saúde Ambiental Associada aos Desastres), da SES (Secretaria Estadual de Saúde), a baixa umidade do ar pode desencadear diversos problemas de saúde, como complicações alérgicas, sangramento no nariz, irritação nos olhos e até eletricidade nas pessoas ou equipamentos eletrônicos.
Portanto, ao notar sinais graves, é necessário procurar ajuda médica. Além disso, é necessário redobrar a atenção com sintomas em todos e crianças, pois são mais suscetíveis à desidratação.
Segundo o diretor-geral do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), Dr. Paulo Eduardo Limberger, além do tempo seco e do calor intenso, os incêndios também contribuem para uma queda na qualidade do ar e para o aparecimento de doenças respiratórias.

Problemas respiratórios
Ele explica que pessoas que sofrem com problemas respiratórios, como asma, bronquite e alergias, podem ter seus sintomas agravados. “O ressecamento das mucosas facilita infecções oportunistas, como resfriados e gripes”.
O ressecamento da pele é outro sintoma de alerta. “O calor e a baixa umidade causam ressecamento da pele e dos lábios, resultando em pruridos, rachaduras e dermatites. O desconforto é comum e pode levar ao aparecimento de lesões”, explica Dr. Paulo, reforçando a importância do uso de protetor solar e hidratantes.
Assim, o ar seco também pode causar irritações oculares e aumentar a susceptibilidade a infecções nos olhos, por exemplo, a conjuntivite. Um dos pontos principais que todos devem se atentar neste período é a hidratação.
Cuide-se
- Hidrate-se constantemente: beber água regularmente é essencial, principalmente para crianças e idosos que podem não perceber a necessidade de se hidratar. Ofereça líquidos diversas vezes ao dia e monitore o estado de hidratação.
- Evite atividades físicas nos horários mais quentes: praticar exercícios ao ar livre deve ser evitado entre 10h e 16h, quando as temperaturas e a radiação solar estão mais elevadas.
- Cuide da pele e lábios: use hidratantes ricos em emolientes logo após o banho e durante o dia. Para os lábios, um protetor labial ajuda a prevenir rachaduras e desconforto.
- Proteja os olhos: O uso de lágrimas artificiais pode aliviar a irritação ocular em ambientes secos.
- Evite banhos quentes e longos: prefira banhos curtos e frios para não remover a oleosidade natural da pele, que ajuda na proteção contra o ressecamento.
- Umidifique os ambientes: utilize umidificadores de ar para manter a umidade em níveis confortáveis (entre 40% e 60%). Essa prática alivia o ressecamento das vias respiratórias e da pele.
- Ventile os ambientes: embora a umidificação seja importante, garantir a circulação de ar fresco evita o acúmulo de alérgenos e melhora a qualidade do ar interno.
- Soluções salinas nasais: o uso de soro fisiológico nas narinas ajuda a manter as vias respiratórias umedecidas, prevenindo irritações.
- Cuidados com grupos vulneráveis: crianças e idosos devem ser monitorados e estimulados quanto à hidratação e ao conforto em ambientes secos.
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