Ingrid Guimarães denuncia ameaça e coação em voo da American Airlines
A atriz Ingrid Guimarães (De Pernas pro Ar, Minha Mãe é uma Peça) usou as redes sociais no último domingo, 9/03, para denunciar a companhia American Airlines de coação, após supostamente ter sido ameaçada e forçada a trocar de lugar com um passageiro, em um voo que ia de Nova York ao Rio de Janeiro. A brasileira diz ter sido obrigada a trocar o seu assento na classe premium economy, para beneficiar um passageiro da classe executiva.
A artista diz ter sido surpreendida quando um funcionário da companhia aérea comunicou que ela teria que se retirar e ir para a classe econômica. O motivo: um passageiro da classe executiva teria tido um problema com seu assento, e precisaria ficar com o lugar da atriz na premium economy.
“Eu disse que não ia sair do meu lugar, que não conhecia essa regra, e que era meu direito. Eles começaram a me coagir dizendo que eu nunca mais viajaria para a American Airlines. Eu disse: ‘tudo bem’. Aí foram aparecendo três pessoas, todas me ameaçando e dizendo que o voo não ia sair, que todo mundo ia ter que descer do voo por minha causa”, alegou a atriz. “Em nenhum momento perguntaram minha opinião, nem me explicaram, apenas exigiram que eu me levantasse, com ameaças.”
De acordo com a atriz, a companhia disse que ela foi escolhida para a troca de assentos porque, de todos os passageiros na classe economy premium, ela era uma “mulher viajando sozinha”.
Segundo Guimarães, os funcionários da American Airlines anunciaram no microfone da aeronave que todos teriam que descer porque uma passageira não estava colaborando e uma comissária de bordo teria apontado para Ingrid para identificar a passageira que não estaria colaborando.
“Ou seja, eles colocaram um voo contra mim sem explicar em nenhum momento para os passageiros a situação”, relata.
O cunhado e a irmã de Ingrid Guimarães, que tem maior fluência em inglês, tentaram entender o que estava acontecendo, mas uma comissária de bordo, segundo Guimarães, os mandou “calar a boca”. Um comissário brasileiro presente no voo teria dita à atriz somente “Querida melhor você sair por bem ou por mal”.
Diante do constrangimento público e da coerção, a atriz cedeu o assento pago e foi até a classe econômica.
O desfecho do constrangimento, segundo Ingrid, foi um vale desconto. “Coação, abuso moral, desrespeito e ameaças. Em troca deram um voucher sem me explicar nada, apenas um papel na minha mão dizendo que eu tinha um descontinho na próxima passagem”.
OUTRO LADO
A American Airlines se manifestou nas redes sociais após uma publicação no Instagram da companhia ser inundada com 17 mil comentários. “Nosso objetivo é proporcionar uma experiência de viagem positiva e segura para todos os nossos passageiros. Um membro de nossa equipe está entrando em contato com um cliente para entender mais sobre sua experiência e resolver a questão “, declarou a empresa em nota.

DIREITO DO CONSUMIDOR
Existem vários motivos que podem levar à instauração de um processo contra uma companhia aérea, sendo os casos mais comuns:
Cancelamento de voos: Se a companhia aérea não oferecer alternativas adequadas, não indicar uma maneira de chegar ao destino ou não reembolsar integralmente o valor da passagem não utilizada, é possível ingressar com um processo;
Atraso de voo: Os passageiros têm direito a comunicação, alimentação ou hospedagem em caso de atrasos. Se a empresa não cumprir essas obrigações, pode-se considerar um processo;
Overbooking: Em casos de overbooking, quando a companhia vende mais passagens do que há assentos disponíveis, ela é obrigada a oferecer reembolso, informação, realocação ou assistência material. Se a empresa não cumprir essas obrigações, é passível de processo.
Bagagem extraviada: Antes de decidir processar a empresa aérea, é necessário registrar uma reclamação na área de desembarque do aeroporto. Se o passageiro não for indenizado no prazo de 7 a 21 dias, é possível ingressar com um processo.