Sem o básico para as necessidades, servidores da Câmara de Vereadores passaram um aperto — no sentido figurado da palavra — nos últimos meses, em Água Clara. Problema em licitação para o fornecimento de materiais acabou enrolando e deixou os trabalhadores sem ter como se limpar ao ir ao banheiro.
“Desde o começo do ano, não está tendo produtos usados no dia a dia”, diz servidor, que prefere não se identificar, ao Jornal Midiamax. Ele cita a questão do papel higiênico e do café — item considerado essencial para muitos.
“Produtos de limpeza também; todos os básicos, que utilizam”, garante. Ele conta que alguns trabalhadores até levam produtos de casa para usar no trabalho, assim como um servidor estaria utilizando recursos próprios para suprir a demanda da Câmara.
Licitação demorou oito meses em Água Clara
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a licitação com a empresa Marques e Marques LTDA, no valor de R$ 109.569,33, venceu em dezembro de 2024. Desde então, a Casa de Leis ficou sem fornecedor para itens de supermercado (alimentos, materiais de conservação e consumo).
Segundo o presidente da Câmara, vereador Elizeu Pereira da Silva (PSD), a nova licitação teve problemas e acabou demorando mais que o esperado. “Tive férias vencidas do pessoal da licitação; férias acumuladas de outra gestão; tive que autorizar o pessoal a pegar”, justifica o parlamentar.
Nisto, o certame demorou, e o contrato só foi fechado no último dia 18 de agosto, com a empresa G&D Produtos em Geral LTDA. O valor chega a R$ 104.679,00. “Pedido já foi feito e a empresa já nos passou que vai entregar na segunda-feira”, garante o presidente da Mesa Diretora.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)