Preso acusado de envolvimento em esquema que desviou mais de R$ 10 milhões da educação, Fernando Passos Fernandes, filho do prefeito de Rochedo, Arino Jorge Fernandes de Almeida (PSDB), foi exonerado de cargo em comissão dois dias após a deflagração da Operação Malebolge, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado).
Ele foi exonerado pelo pai dois dias após a deflagração da Operação Malebolge, que cumpriu mandados contra um esquema de corrupção na cidade de Fernandes e também em Água Clara.
O filho do prefeito tinha cargo em comissão na secretaria de finanças do município.
A exoneração baseou pedido de liberdade feito pelo advogado do empresário Douglas Geleilaite Breschigliari à Justiça. Isso porque, conforme a denúncia, o empresário mantinha ligações com o município de Rochedo através de contato com o filho do prefeito. Então, argumentou que seu cliente “não possui mais ligação com a administração municipal de Rochedo – MS, não persistindo qualquer fundamento que leve ao entendimento de risco de reiteração da conduta”.
Todos os 11 presos durante a operação, em 18 de fevereiro, haviam sido liberados da prisão sob tornozeleira. Porém, a Justiça revogou decisão liminar (provisória) e mandou todos para a prisão novamente.
Investigados
Entre os investigados estão o filho do prefeito de Rochedo, Fernando Passos Fernandes, que ocupava cargo na diretoria de licitações do município. Além da ex-secretária de finanças de Água Clara, Denise Rodrigues Medis.

Ademais, confira outros nomes apontados no esquema de corrupção:
- Douglas Geleilaite Breschigliari – empresário, dono da D&B Comércio Atacadista de Confecções;
- Mauro Mayer da Silva – empresário, dono da Zellitec Comércio e Serviços;
- Izolito Amador Campagna Júnior – empresário, dono da I.a. Campagna Junior & Cia LTDA;
- Luciana Mendes Carneiro – empresária;
- Fabrício da Silva – empresário, dono de um Cyber Café que prestaria serviços para a prefeitura de Rochedo;
- Renato Franco do Nascimento – servidor municipal, atua na Diretoria de Licitações;
- Celso Souza Marques – servidor de Rochedo;
- Outros dois servidores municipais de Água Clara.
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Operação ‘Malebolge’
Operação deflagrada pelo Gaeco e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) teve como objetivo cumprir 11 mandados de prisão preventiva e 39 de busca e apreensão. Então, os mandados foram cumpridos em campo Grande, Água Clara, Rochedo e Terenos.
Segundo nota oficial, o grupo especial do MPMS apontou que empresário comandava esquema que fraudou contratos que ultrapassam os R$ 10 milhões nos municípios de Água Clara, administrado por Gerolina Alves (PSDB) e Rochedo, cujo prefeito é Arino Jorge (PSDB).
Assim, as investigações apontaram que o esquema contava com pagamento de propinas a servidores para fraudar licitações, principalmente na área da educação.
Por fim, “Malebolge”, termo que dá nome à operação, é uma referência à Divina Comédia, obra clássica de Dante Alighieri, que descreve a jornada de um homem pelos reinos do inferno, purgatório e paraíso. Dentro do inferno, o “Malebolge” é a região onde punem os fraudadores e corruptos conforme a gravidade de seus pecados.
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