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Transparência

Sobrinhos de Cezário serão atendidos pela Defensoria em ação por desvio de R$ 10 milhões na FFMS

Juiz nomeou defensores públicos para atenderem réus por corrupção e organização criminosa que não haviam constituído advogados
Gabriel Maymone -
Cezário preso durante Operação Cartão Vermelho (Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)

Aparecido Alves Pereira e Valdir Alves Pereira – sobrinhos de Francisco Cezário de Oliveira e denunciado por desvios milionários na FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) – serão atendidos pela Defensoria Pública. Os dois não constituíram advogado e, por isso, o juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de , nomeou defensores públicos para o caso, conforme despacho publicado no Diário do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Os dois são implicados em esquema de desvios de R$ 10 milhões do futebol de MS, comandados pelo tio, Cezário, conforme investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Confira os crimes pelos quais os dois respondem na Justiça:

  • Aparecido Alves Pereira (Cido): árbitro e ex-funcionário da FFMS; integrar organização criminosa, peculato, furto qualificado, falsidade ideológica e lavagem de capitais.
  • Valdir Alves Pereira (sobrinho de Cezário): integrar organização criminosa e furto qualificado.

Agora, o magistrado deu prazo (processual após intimação) de dez dias para os defensores se manifestarem no processo. Ambos os réus respondem ao processo em regime domiciliar, com medidas restritivas e uso de tornozeleira eletrônica.

Sobrinho de Cezário, o ex-funcionário da FFMS, Cido fazia parte do esquema e teria movimentado cerca de R$ 1,1 milhão dos R$ 10 milhões desviados.

Investigação revela desvios de R$ 10 milhões de grupo chefiado por Cezário

Operação Cartão Vermelho na Federação de Futebol de MS (Foto: Alicce Rodrigues, Midiamax)

Francisco Cezário de Oliveira e mais 11 pessoas foram denunciadas pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pelos crimes de integrar organização criminosa, peculato, furto qualificado, falsidade ideológica e lavagem de capitais.

Conforme a denúncia baseada nas investigações do Gaeco, o montante desviado pelo grupo de Cezário superou os R$ 6 milhões apurados inicialmente. Logo, apurou-se que os valores podem ultrapassar os R$ 10 milhões, segundo o Gaeco.

Ainda, na denúncia, o MPMS pede pagamento para reparação de danos no valor de R$ 20 milhões, sendo R$ 10 milhões para reparar os prejuízos causados à FFMS e o restante a título de danos morais coletivos.

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