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Transparência

Petrobras anuncia continuidade da implantação da UFN-III em Três Lagoas

Unidade estava hibernada desde 2015, e o processo de reavaliação do projeto foi retomado em 2023
Liana Feitosa -
UFN-III, usina da Petrobras em Três Lagoas
UFN-III, usina da Petrobras em Três Lagoas. (Foto: Rádio Caçula)

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a continuidade da implantação da UFN-III (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados), localizada em Três Lagoas, a 330 km de Campo Grande. 

A unidade estava hibernada desde 2015, e o processo de reavaliação do projeto foi retomado no ano passado com a aprovação do retorno da companhia ao segmento de fertilizantes.

O investimento estimado para conclusão da UFN-III é cerca de R$ 3,5 bilhões, segundo a Petrobras, e a previsão de início de operação é 2028.

A retomada foi possível porque o empreendimento se mostrou alinhado às diretrizes estratégicas aprovadas no âmbito do PE (Plano Estratégico) 2024-2028.

A reavaliação do projeto confirmou a atratividade econômica do negócio para essa fase nos diferentes cenários previstos na sistemática de aprovação de projetos de investimento da Petrobras.

A atratividade se mostrou, inclusive, com VPL (Valor Presente Líquido) positivo no cenário mais desafiador.

Com a decisão, o projeto passa a integrar a carteira em implantação do Plano Estratégico vigente e a Petrobras dará início aos processos de contratação para retomada das obras da unidade. 

Próximos passos

Segundo a Petrobras, a autorização final ainda será submetida à aprovação de autoridades da companhia, o que permitirá a assinatura dos contratos para retomada das obras.

“O setor de fertilizantes tem importância estratégica para a Petrobras. Estamos retomando os investimentos nesse segmento, a partir de estudos de viabilidade técnica e econômica, com o objetivo de contribuirmos para a redução da dependência da importação de fertilizantes no Brasil”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

“Com o aumento da oferta dos produtos gerados na UFN-III e a sua localização privilegiada, próxima aos principais consumidores do Centro-Oeste, Sul e Sudeste, estamos seguros da importância da unidade para a região e o país”, completou o diretor de Processos Industriais da estatal, William França.

Sobre o Projeto UFN-III

Em abril, a Petrobras anunciou que pretende licitar em dezembro deste ano a finalização das obras. “UFN-III: projeto incluído no PE-24-28+ para reavaliação técnico-econômica, com previsão de início do processo licitatório em dezembro de 2024. Partida prevista para final de 2028”, disse a companhia.

A construção da UFN3, em Três Lagoas, teve início em 2011 e a obra foi paralisada em dezembro de 2014, após a Petrobras romper o contrato com o consórcio responsável pela obra. A estatal colocou a UFN3 à venda em setembro de 2017, alegando que não tinha mais interesse em seguir no segmento de fertilizantes.

Em 2022, o grupo russo Acron manifestou interesse na compra da fábrica. Negociações foram iniciadas, mas restaram fracassadas no final de abril porque o plano de negócios proposto pelo potencial comprador queria rebaixar a fábrica para uma indústria misturadora de fertilizantes, condição que não teve aprovação do Governo do Estado.

Capacidade produtiva

O projeto da UFN-III, ou UFN3, prevê a produção anual de cerca de 1,2 milhão de toneladas de ureia e 70 mil de toneladas de amônia. A localização da unidade é estratégica, para atender os principais mercados consumidores atenderá que são, principalmente, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. 

A amônia é uma matéria-prima para a produção de fertilizantes e petroquímicos, além de outros produtos agropecuários.

Já a ureia é o fertilizante nitrogenado mais utilizado no Brasil, cuja demanda nacional é estimada em cerca de 7 milhões de toneladas para 2024, sendo integralmente importada atualmente. 

O milho é a principal cultura para demanda de ureia fertilizante no Brasil, mas o produto também é utilizado no cultivo de cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, entre outros. A ureia também será destinada ao segmento da pecuária, utilizada como complemento alimentar para animais ruminantes.

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