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Transparência

Sob sigilo, Miguel Vieira da Silva depõe em processo por corrupção no MPMS

Ex-procurador-geral de Justiça falou perante juiz por meio de videoconferência
Adriel Mattos -
(Foto: Arquivo, Alems)

O ex-procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Miguel Vieira da Silva, depôs na terça-feira (25) em ação civil de improbidade administrativa em que ele é réu por corrupção durante o período que comandou o (Ministério Público do Estado de MS), entre 2008 e 2014. Ele falou por meio de videoconferência.

Vieira da Silva foi denunciado pelo próprio órgão que representou em 2014, logo após deixar o cargo de procurador-geral, acusado de usar o cargo para atrapalhar investigações da PF (Polícia Federal). Ele depôs perante o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa. Não há transcrição do depoimento e o vídeo está sob sigilo.

Outra testemunha no processo também depôs no mesmo dia. Assim, o magistrado deu 20 dias para cada uma das partes apresentar as alegações finais, ou seja, os últimos argumentos antes dele proferir a sentença, onde pode condenar ou absolver o ex-procurador-geral.

Miguel Vieira da Silva atuou contra investigações da PF

O ex-procurador-geral de Justiça foi denunciado por participar de suposto esquema de corrupção que passava por todos os poderes de Mato Grosso do Sul. O ex-chefe do Ministério Público passou a fazer parte da lista de investigados após o ex-deputado estadual Ary Rigo expor a situação em áudio interceptado pela Operação Uragano.

Na conversa, foi citado esquema de corrupção em que Vieira participava. “Fizemos um acerto com Miguel, de dar R$ 300 mil para ele, ele ficava com parte desse e parte é pro promotor lá de Dourados”, disse o ex-deputado em conversa interceptada.

Segundo a petição inicial, em 2009, Vieira teria recebido cópias do inquérito policial da Operação Owari, que desarticulou esquema de fraude em processos licitatórios na gestão do então prefeito de , Ari Artuzi. No entanto, segundo as afirmações do ex-deputado, o ex-chefe do MPMS teria recebido propina para retardar os procedimentos.

Mesmo com recomendação nacional, ex-procurador ficou no cargo por oito anos

A aposentadoria do procurador Miguel Vieira da Silva foi publicada em outubro de 2021, assinada pelo procurador-geral Alexandre Magno Lacerda. Com adiamentos dos colegas no Ministério Público e decisões judiciais, Miguel seguiu na ativa por mais oito anos depois de ter a demissão recomendada pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

A recomendação, punição máxima aos membros do Ministério Público, veio três anos depois que Vieira foi citado no escândalo de corrupção que implicou MPMS, Governo do Estado e diversos políticos em 2010.

Na época, houve grande clamor público contra o suposto envolvimento da cúpula do MPMS no esquema. Manifestantes chegaram a jogar moedas na sede do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. No entanto, em 2019, justamente um “erro grotesco” do MPMS enterrou a ação da Operação Uragano na do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

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