Política / Transparência

Servidores inativos do Corpo de Bombeiros são investigados por furar fila da vacinação em MS

Pelo menos cinco foram identificados

Renan Nucci Publicado em 16/07/2021, às 07h23

Atitude dos servidores teria prejudicado ordem da fila de vacinação
Atitude dos servidores teria prejudicado ordem da fila de vacinação - Leonardo de França/Midiamax

Servidores inativos do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul são investigados por furarem a fila da vacinação contra o coronavírus (Covid-19) em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, prejudicando que colegas da ativa na corporação, que estavam na linha de frente durante toda a pandemia, fossem imunizados dentro do prazo previso.

A 10ª Promotoria de Justiça do MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) instaurou procedimento para apurar o ocorrido. Pelo menos cinco servidores foram identificados e serão intimados para esclarecimentos. A promotora Rosalina Cruz Cavagnoli levou em consideração que o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação estabeleceu grupos prioritários, dentre os quais forças de segurança e forças armadas

Nota técnica do Ministério da Saúde determinava à época dos fatos, no mês de abril, que as doses enviadas deveriam ser “direcionadas exclusivamente para os servidores das Forças de Segurança e Salvamento e Forças Armadas envolvidos no atendimento e transporte de pacientes, no resgate e atendimento pré-hospitalar, nas ações de vacinação contra a Covid-19 e nas ações de vigilância das medidas de distanciamento social, com contato direto e constante com o público independente da categoria”.

Neste sentido, após receber denúncia de irregularidades, o MPMS encaminhou ofício ao Corpo de Bombeiros que retornou confirmando que os referidos servidores estavam inativos, ou seja, não deveriam ser vacinados dentro do grupo prioritário naquele momento. Assim, ficou caracterizado que se aproveitaram da condição profissional para furar a fila. “[...] a vacinação irregular dos profissionais inativos prejudicou e limitou ainda mais o número dos servidores que poderiam ter sido imunizados na data de 03/04/2021, os quais faziam jus ao recebimento do imunizante, colocando em risco não só os profissionais integrantes do grupo de Forças de Segurança e Salvamento e Forças Armadas, como também toda a comunidade do município de Dourados”, disse. O caso segue em investigação.

Jornal Midiamax