Política / Transparência

Prefeito de Corumbá faz reforma administrativa, mas mantém irmão e alvo da PF em cargos-chave

Marcelo Iunes (Podemos) nomeou o irmão Eduardo Iunes para a recém-criada Secretaria de Gestão e Planejamento

Jones Mário Publicado em 02/07/2021, às 16h37

Marcelo Iunes, prefeito de Corumbá pelo Podemos
Marcelo Iunes, prefeito de Corumbá pelo Podemos - Reprodução/Facebook

O prefeito de Corumbá Marcelo Iunes (Podemos) promoveu mudanças na estrutura de governança do município, oficializadas na última quarta-feira (30). Apesar da reforma, o gestor manteve seu irmão, Eduardo Aguilar Iunes, e o investigado pela Polícia Federal na Operação Offset Edson Panes de Oliveira Filho em cargos-chave da administração.

Eduardo, que é servidor efetivo de Corumbá, foi removido da Secretaria Municipal de Governo para assumir a recém-criada Secretaria Municipal de Gestão e Planejamento.

Os irmãos Iunes são réus em ação civil pública de improbidade administrativa por prática de nepotismo. Em novembro do ano passado, a Justiça Estadual concedeu parcialmente liminar pedida pelo MPMS (Ministério Público Estadual) e determinou a suspensão dos efeitos da nomeação de Eduardo por Marcelo  da função comissionada de membro da Junta Administrativa da Associação Beneficente de Corumbá. A ação ainda não teve decisão definitiva.

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Eduardo Aguilar Iunes, irmão do prefeito Marcelo Iunes - Reprodução/Facebook
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Edson Panes de Oliveira Filho, investigado pela PF por corrupção - Reprodução/Facebook

A reforma encampada pelo prefeito de Corumbá ainda manteve Edson Panes de Oliveira Filho na administração. Ele passou de secretário especial de Política Institucional para ser o novo assessor especial de Comunicação.

Oliveira Filho é investigado na Operação Offset, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2020, que apura indícios de direcionamento de licitações e recebimento de propina pago pelas empresas vencedoras dos certames. O suposto esquema criminoso seria comandado por um irmão do prefeito, Márcio Aguilar Iunes.

Segundo a PF, Márcio Iunes seria o responsável por coletar a propina em Campo Grande. Ele também seria o responsável pelo esquema de distribuição da vantagem ilícita aos outros envolvidos em Corumbá, como o ex-secretário de Obras Ricardo Ametla e o então ex-secretário de Segurança Pública Edson Panes de Oliveira Filho.

A reforma administrativa na prefeitura de Corumbá entrou em vigor ontem (1º). Segundo divulgou o município, as mudanças buscam “dar ainda mais agilidade e transparência ao Serviço Público Municipal”.

A reportagem procurou a prefeitura de Corumbá, via assessoria de imprensa, e ainda aguardo retorno.

Jornal Midiamax