Política / Transparência

Voto ‘mais caro’ em campanha para prefeito de Campo Grande custou R$ 241,16

O custo médio do votos nas eleições para prefeito em Campo Grande foi de R$ 15,03, considerando o total de votos válidos e a prestação de contas da campanha fornecida ao TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de MS) pelos candidatos com nomes em urna. Ao todo, os candidatos gastaram R$ 6.244.735,75. Mas os números discrepam entre […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 16/11/2020, às 14h00 - Atualizado em 18/11/2020, às 10h13

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O custo médio do votos nas eleições para prefeito em Campo Grande foi de R$ 15,03, considerando o total de votos válidos e a prestação de contas da campanha fornecida ao TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de MS) pelos candidatos com nomes em urna. Ao todo, os candidatos gastaram R$ 6.244.735,75.

Mas os números discrepam entre os candidatos. A campanha mais cara foi do candidato Marcelo Migliori (SD), que declarou gastos de R$ 1.253.503,50, “convertidos” em 7.899 votos. É como se conquistar cada voto tivesse custado R$ cerca de R$ 158,70 à campanha.

Mas este não foi o voto mais caro destas eleições municipais em Campo Grande. O candidato Dagoberto Nogueira (PDT) declarou gastos de R$ 1.160.244,01, “convertidos” em apenas 6.507 votos, resultando em incríveis R$ 241,16 por voto.

O prefeito eleito, Marquinhos Trad (PSD), teve o custo de voto em R$ 4,77 – considerando declaração de R$ 1,043.717,19 e os 218.418 votos que o reelegeram no domingo.

Mais em conta

O candidato que menos gastou, conforme a declaração ao TRE-MS, foi Cris Duarte (PSOL), que declarou zero gasto na campanha, assim como receita inexistente. Entre os que tiveram receita e despesa acima de zero, o menor custo de campanha foi do candidato Vinícius Siqueira (PSL), que declarou R$ 60.250,00, que resultaram em 34.066 votos – fazendo a matemática, cada voto “custou” R$ 1,76, o mais barato entre os 14 candidatos com nome em urna.

Na sequência vem o segundo lugar nas eleições, Promotor Sérgio Harfouche (Avante), que declarou gastos de R$ 131.301,00. Com 48.094 votos nas urnas, o custo médio foi de R$ 2,73. A campanha do terceiro lugar, Pedro Kemp (PT), ficou em R$ 465.687,35. Com 34.546 votos, cada um deles saiu por R$ 13,48.

Confira abaixo a tabela com os dados completos.

CANDIDATO% VOTOSTOTAL VOTOSDESPESAS DECLARADASCUSTO DO VOTO (R$) 
Marquinhos Trad (PSD) 52,58% 218.418R$ 1.043.717,194,77
Sérgio Harfouche (Avante) 11,58% 48.094R$ 131.301,002,73
Pedro Kemp (PT) 8,32% 34.546R$ 465.687,3513,48
Vinícius Siqueira (PSL) 8,20% 34.066R$ 60.250,001,76
Delegada Sidnéia Tobias (Podemos) 4,60% 19.103R$ 109.000,005,70
Marcio Fernandes (MDB) 3,01% 12.522R$ 1.162.996,8092,87
Esacheu Nascimento (PP) 2,45% 10.170R$ 331.602,5632,60
João Henrique (PL) 2,44% 10.123R$ 73.779,617,28
Marcelo Miglioli (SD) 1,90% 7.899R$ 1.253.503,50158,69
Dagoberto Nogueira (PDT) 1,57% 6.507R$ 1.160.244,01241,16
Guto Scarpanti (Novo) 1,16% 4.811R$ 66.026,0613,72
Cris Duarte (PSOL) 1,11% 4.621R$ 0,000,00
Marcelo Bluma (PV) 0,64% 2.657R$ 153.546,6757,78
Paulo Matos (PSC) 0,45% 0,45%1.884R$ 233.081,00123,71
TotalCusto médio
R$ 6.244.735,75R$ 1,07
* Com base nos dados parciais de prestação de contas no TRE-MS e, 16/11/2020

(Matéria alterada em 18/11 para correção de informações) 

Jornal Midiamax