Política / Transparência

De ex-BBB a aposta tucana, candidatos não eleitos tiveram custo de até R$ 46,11 por voto

O custo médio do voto dos 13 vereadores de Campo Grande foi de R$ 44,70. Se somados com três candidatos que apostaram alto para tentarem chegar à Câmara Municipal, esse custo sobe para R$ 46,11. O levantamento do Jornal Midiamax, com base em dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), considerou os candidatos Claudinho Serra (PSDB), […]

Adriel Mattos Publicado em 18/11/2020, às 14h30 - Atualizado em 19/11/2020, às 08h47

(Arte: Deyvid Guimarães, Jornal Midiamax)
(Arte: Deyvid Guimarães, Jornal Midiamax) - (Arte: Deyvid Guimarães, Jornal Midiamax)

O custo médio do voto dos 13 vereadores de Campo Grande foi de R$ 44,70. Se somados com três candidatos que apostaram alto para tentarem chegar à Câmara Municipal, esse custo sobe para R$ 46,11.

O levantamento do Jornal Midiamax, com base em dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), considerou os candidatos Claudinho Serra (PSDB), Ciro Fidelis (PSL) e Ilmar Mamão (PT). Para se chegar a essa média, foi levada em conta a receita arrecadada pela campanha e os votos obtidos.

Mamão, que participou da 17ª edição do BBB (Big Brother Brasil) teve um custo médio por voto de R$ 129,95. Ele teve 489 votos e arrecadou durante a campanha R$ 63,5 mil. A declaração parcial de suas despesas foi de R$ 1,4 mil.

O prazo para todos os candidatos fazerem suas declarações finais de gastos de campanha é de até 30 dias após a eleição.

Já Ciro Fidelis (PSL), que teve o apoio do deputado federal Loester Trutis (PSL), obteve 684 votos, o que representa custo de R$ 115,49. Ele arrecadou R$ 79 mil e declarou até o momento despesas de R$ 52,9 mil.

Claudinho Serra (PSDB), que teve o aval da cúpula tucana, teve 3.616 votos e um custo de R$ 39,26. Durante a campanha, arrecadou R$ 142 mil e teve despesas declaradas até hoje de R$ 68 mil.

Entre os vereadores que não conseguiram se reeleger, o voto “mais caro” foi de Enfermeira Cida Amaral: R$ 127,64. Ela teve R$ 163 mil de receita e apresentou à Justiça Eleitoral declaração parcial de gastos de R$ 84,9 mil.

O “mais barato” foi Chiquinho Telles. Com 3.628 votos recebidos, cada um custou R$ 6,89. Sua campanha teve receita de R$ 25 mil e gastos parciais de R$ 8 mil.

Confira abaixo a tabela com os dados completos referentes aos vereadores não-reeleitos:

NOMENÚMERO DE VOTOSDESPESASRECEITASCUSTO POR VOTO
Ademir Santana (PSDB)4.118R$ 27.311,05R$ 102.995R$ 25,01
Cazuza (PP)1.278R$ 41.970,30R$ 95.990R$ 75,10
Chiquinho Telles (PSD)3.628R$ 8.000R$ 25.000R$ 6,89
Delegado Wellington (PSDB)1.811R$ 43.045,90R$ 100.100R$ 27,59
Dr. Antonio Cruz (MDB)1.497R$ 62.867,51R$ 93.600R$ 62,52
Dr. Cury (DEM)2.789R$ 179.679,17R$ 195.000R$ 69,91
Dr. Lívio (PSDB)2.772R$ 104.479R$ 105.500R$ 38,05
Dr. Wilson Sami (MDB)1.679R$ 17.249,32R$ 27.335R$ 16,28
Eduardo Romero (Rede)1.851R$ 17.599,50R$ 130.000R$ 70,23
Enfermeira Cida Amaral (PSDB)1.281R$ 84.945,79R$ 163.000R$ 127,24
Enfermeiro Fritz (PSD)851R$ 25.644,77R$ 47,290,35R$ 55,57
Junior Longo (PSDB)2.579R$ 80.233,83R$ 141.212R$ 54,75
Odilon de Oliveira Junior (PSD)1.574R$ 17.480R$ 35.500R$ 22,55
Pastor Jeremias Flores (Avante)1.306R$ 83.670,59R$ 101.075,60R$ 77,39
Veterinário Francisco (PSB)4.223R$ 55.514,40R$ 105.792,30R$ 25,05
TOTALTOTALCUSTO MÉDIO
R$ 1.029.640,30R$ 1.469.190,25R$ 44,20
* Com base nos dados parciais de prestação de contas no TRE-MS em 18/11/2020
Jornal Midiamax