Política / Transparência

MPMS investiga contrato de publicidade de meio milhão de reais no interior

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu nesta semana inquérito civil para investigar suposto gasto excessivo com publicidade pela Câmara Municipal de Coxim. Ficará responsável pela apuração a 1ª Promotoria de Justiça da cidade. De acordo com o divulgado em Diário Oficial pelo MP, os vereadores firmaram em 2017 contrato com uma […]

Nyelder Rodrigues Publicado em 24/06/2019, às 13h57 - Atualizado às 17h28

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O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu nesta semana inquérito civil para investigar suposto gasto excessivo com publicidade pela Câmara Municipal de Coxim. Ficará responsável pela apuração a 1ª Promotoria de Justiça da cidade.

De acordo com o divulgado em Diário Oficial pelo MP, os vereadores firmaram em 2017 contrato com uma empresa de publicidade pelo valor de R$ 400 mil por ano, e o contrato segue vigente em 2019, sendo aditivado e chegando a marca de R$ 500 mil.

A investigação foi aberta após o vereador Lucimar Oliveira, conhecido como Careca, denunciar que o dinheiro é mal empregado. No prazo de 20 dias, o presidente da Casa, deve apresentar defesa e justificativas sobre o caso.

Além disso, também foram dados 20 dias para que a Câmara sinalize interesse em assinar TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o intuito de reduzir os gastos com publicidade, alvo da apuração aberta pelo MP de Coxim.

Prefeito na mira da Justiça Eleitoral

No começo da semana passada, a Justiça Eleitoral decretou em primeira instância a cassação do mandato do prefeito de Coxim, Aluizio São José (PSB), além de seu vice, Edvaldo José Bezerra, por irregularidades cometidas na campanha eleitoral de 2016.

São José é acusado de abuso de poder econômico e utilização indevida dos meios de comunicação social para promover sua reeleição, tendo feito repasses de valor acima da média para o principal site da região.

Como se trata de decisão em primeira instância, o prefeito e seu vice seguem no cargo e recorrem da decisão na segunda instância. Se ainda assim forem condenados, além de perderem os cargos, também ficam inelegíveis por oito anos.

Jornal Midiamax