Política / Transparência

MP-MS recomenda que Prefeitura cesse supostos casos de nepotismo

Secretário de Finanças e adjunto de Gestão estão envolvidos

Joaquim Padilha Publicado em 21/03/2018, às 12h39

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Secretário de Finanças e adjunto de Gestão estão envolvidos

A Prefeitura de Campo Grande foi recomendada pelo MP-MS (Ministério Público Estadual) a cessar irregularidades em dois supostos caso de nepotismo, envolvendo o secretário Municipal de Finanças, Pedrossian Neto, e o secretário Adjunto de Gestão, Igor Barreto Peixoto.

No caso de Pedrossian Neto, o MP-MS instaurou uma notícia de fato diante de uma denúncia de que o secretário de Finanças seria genro de Gerônimo Brandão, assessor da Superintendência de Comunicação da Prefeitura.

Já em relação a Igor Peixoto, o secretário adjunto de Gestão seria esposo de uma servidora comissionada da PGM (Procuradoria-Geral do Município), a assessora-executiva Aline Rufino Biazi.

A recomendação teve como ponto de origem quatro investigações instauradas pela 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande sobre denúncias de supostos casos de nepotismo na Prefeitura.MP-MS recomenda que Prefeitura cesse supostos casos de nepotismo

Dois dos inquéritos, envolvendo o ex-vereador Francisco Luis do Nascimento, o Saci (PTB) , e a secretária Municipal de Gestão, Maria das Graças Macedo, já foram solucionados, com a exoneração do ex-parlamentar e da filha da secretária.

Recomendação

O MP-MS pede que a Prefeitura “adote as medidas necessárias a fim de cessar a contratação concomitante” do secretário de Finanças e seu sogro e do secretário adjunto de Gestão e sua esposa, num prazo de 30 dias.

Também foi pedido pelo órgão que novos servidores comissionados assinem uma declaração de que não incidem em hipótese de nepotismo, ou seja, que não possuem parentesco com “autoridades nomeantes” ou servidores em cargos de “direção, chefia ou assessoramento”.

Decorrido o prazo de 30 dias, caso a Prefeitura não informe a Promotoria de Justiça de que irá cumprir com a recomendação, o MP-MS afirma que poderá adotar “a interposição das medidas administrativas e judiciais cabíveis”.

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