Política / Transparência

Médico e empresário acusados de desviar milhões do HU ganham direito de tirar tornozeleiras

O médico Mércule Pedro Paulista Cavalcante e o empresário Pablo Augusto de Souza Figueiredo ganharam na Justiça Federal o direito de retirarem as tornozeleiras. Ambos são alvos da Operação Again, da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, que apura suposto desvio milionário por fraude em licitação, superfaturamento e desvios no HU (Hospital Universitário) da […]

Evelin Cáceres Publicado em 12/12/2018, às 08h32 - Atualizado às 16h37

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O médico Mércule Pedro Paulista Cavalcante e o empresário Pablo Augusto de Souza Figueiredo ganharam na Justiça Federal o direito de retirarem as tornozeleiras. Ambos são alvos da Operação Again, da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, que apura suposto desvio milionário por fraude em licitação, superfaturamento e desvios no HU (Hospital Universitário) da Universidade Federal de MS.

A decisão foi publicada no diário oficial do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) desta quarta-feira (12). A defesa do empresário alegou que Mércule já não era monitorado via tornozeleira e que Pablo precisava realizar uma viagem a trabalho.

Ambos devem comparecer mensalmente em juízo e permanecem proibidos de sair de Campo Grande por mais de 15 dias. O médico está afastado de suas funções públicas, de se comunicar e de se aproximar de um raio de 300 metros dos hospitais HU (Hospital Universitário) de Campo Grande, HR (Hospital Regional) Rosa Pedrossian e do HU (Hospital Universitário) da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). O empresário também está proibido de se aproximar dos investigados e dos hospitais.

Operação Again

O médico já havia sido investigado em 2013 na operação conhecida como Máfia do Câncer e foi alvo da Polícia Federal, junto com Pablo, em janeiro deste ano. A investigação apura a ligação de Pablo, dono da empresa Amplimed, que tem sede no Pará, como médico.

O empresário pagaria viagens e veículos de luxo ao médico em troca de favorecimento em licitações. A suspeita é que os desvios passem de R$ 3,2 milhões, envolvendo superfaturamento e desvio de material utilizado em tratamento de cardiopatias.

Jornal Midiamax