Política / Transparência

Luminárias que não podem ser usadas por ordem do TCE estão estocadas em 22 contâineres

Mercadoria de R$ 20 milhões ocupa no pátio da Sisep há nove meses

Celso Bejarano Publicado em 22/06/2017, às 22h04

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Mercadoria de R$ 20 milhões ocupa no pátio da Sisep há nove meses

As 16 mil lâmpadas Leds que seriam instaladas na rede de iluminação pública de Campo Grande, a partir de setembro do ano passado, estão estocadas em 22 contêineres no pátio da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Público).

A mercadoria não pode ser usada porque o TCE (Tribunal de Contas do Estado) enxergou irregularidade no processo de compra. O comando da pasta liberou o local para registros fotográficos e de imagens, apenas. Nenhuma autoridade da secretaria disse que poderia prestar declarações acerca das lâmpadas.

Reportagem do Midiamax apurou que a prefeitura adquiriu 30 mil lâmpadas, conhecidas como Led Street Ligh, marca Hesalight, foram fabricadas com 40 volts de potência e 90-305 V Voltagem.
Contudo, a empresa que comercializou a mercadoria Solar Distribuidora, cujo escritório central fica em Minas Gerais, entregou 20 mil lâmpadas a um preço de R$ 20 milhões. O restante das Leds estaria orçado em R$ 33 milhões. A prefeitura teria pago pelos artigos já entregues.

A contestada compra das luminárias foi fechada ainda na gestão do ex-prefeito Alcides Bernal, do PP.

A reportagem quis saber se as lâmpadas poderiam perder a validade caso ficassem por tempo indefinido dentro dos contêineres, mas os servidores que acompanhavam os registros de imagem disseram que não poderiam informar a questão.

DINHEIRO

Os milhões que bancaram a compra das Leds saíram da arrecadação da Cosip (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública), taxa que sai do bolso dos consumidores de energia. Em maio, por exemplo, a Cosip rendeu ao município R$ 6,9 milhões. A prefeitura, responsável pela manutenção da iluminação pública, troca, em média, seis mil lâmpadas por mês a um custo de cerca de R$ 1, 2 milhão. O dinheiro é repartido entre três empresas, que cuidam do serviço desde 2012, período da gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad, do PTB.;

Jornal Midiamax