Política / Transparência

Júri condena a 20 anos acusado de matar namorado da ex com carro do Detran

Regime fechado

Midiamax Publicado em 21/06/2017, às 19h38

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Regime fechado

Por maioria dos votos do Conselho de Sentença, Max Willian Romana dos Santos, de 24 anos, acusado da morte de Rafael Souza, de 25 anos, e tentativa de assassinato da ex-namorada foi condenado a 20 anos e 8 meses de prisão. O júri popular foi realizado, nesta quarta-feira (21), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

Max foi condenado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. O motivo torpe com recurso que dificultou a defesa da vítima foram reconhecidos pelos jurados e, a princípio, foi condenado a 32 anos, somando as duas sentenças. Na segunda fase, pela confissão, os jurados reduziram seis meses de reclusão para cada crime e na terceira fase, pela tentativa de homicídio da ex, houve redução de 1/3 (um terço), pois só houve a morte de Rafael.

Dessa forma, Max foi condenado à pena de 15 anos e seis meses de reclusão no homicídio de Rafael e dez anos e quatro meses de reclusão na tentativa de homicídio da ex-mulher. Pela prática de mais de um crime, os juízes aplicaram a pena do crime mais grave, ou seja, a fixada para o homicídio de Rafael, mas agravada em 1/3.

A soma da sentença dos crimes chegou à pena de 20 anos e oito meses de reclusão. Os crimes de homicídio e tentativa de homicídio são hediondos. Max também perdeu o direito de dirigir pelo prazo de cinco anos e terá de pagar as custas processuais.

CRIME

O crime ocorreu na noite do dia 31 de julho de 2016, no Bairro Mata do Jacinto. Max utilizou um veículo oficial do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) que passava por conserto na oficina em que ele trabalhava para atropelar o casal que estava parado em uma motocicleta. Segundo um tio da vítima, mesmo após derrubar os dois do veículo, teria dado ré e ‘passado por cima’ de Rafael.

Durante o júri, desta manhã, Max chegou a dizer que tudo não passou de um acidente. Segundo ele, após seis meses do término do relacionamento, o casal teria reatado e no dia anterior ao crime (sábado) teria passado o dia na chácara de seu pai retornando no domingo, 31 de julho. Ao chegar à residência do casal flagrou Rafael no imóvel com a mulher quando teve início a uma discussão entre os três.

Em seguida todos saíram da residência e a mulher estava pilotando a moto, quando segundo Max percebeu que Rafael fez menção de estar armado momento em que se assustou e acabou atropelando o casal ‘acidentalmente’.

O que foi contestado pela ex-mulher de Max, que disse que estava separada há seis meses e que no dia do crime tinha ido até a sua residência com o namorado para buscar roupas, quando ele chegou e passou a discutir com o casal. Ainda segundo ela, todos saíram e quando ela passou na motocicleta com Rafael na garupa Max teria ‘jogado’ o carro de propósito em cima do casal atropelando o jovem, que morreu. A mulher ainda afirmou que seria impossível Rafael fazer menção de estar armado, já que estava com as mãos ocupadas segurando sua bolsa e uma sacola de roupas.

Jornal Midiamax