Política / Transparência

Após notificação da Vigilância Sanitária, reforma do Imol custará R$ 398 mil

Sinpol visitou prédio no ano passado e constatou irregularidades

Joaquim Padilha Publicado em 25/10/2016, às 11h50

None
irregularidadesimol.jpg

Sinpol visitou prédio no ano passado e constatou irregularidades

Após a Vigilância Sanitária e o Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) terem constatado uma série de irregularidades no prédio do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) em Campo Grande o governo do Estado deverá contratar uma empresa para reformar o local por R$ 398 mil.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (25) no Diário Oficial do Estado, em um extrato de tomada de preços da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). A empresa vencedora da licitação foi a Angra Construções Ltda.

Com o resultado da licitação adjudicado e homologado, as obras só deverão iniciar oficialmente após a assinatura de contrato e expedição de ordem de serviço por parte da Agesul.

A reforma promovida pelo governo estadual é cobrada desde o ano passado, quando um relatório contendo as condições do prédio foi enviado ao coordenador do Imol e à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) pelo Sinpol.

Irregularidades

Em julho de 2015, o Sinpol realizou uma visita ao prédio do Instituto e constatou diversas irregularidades, comprovadas por fotos. A categoria tomou a decisão após atrasos na emissão de laudos do Imol terem prejudicado o andamento de inquéritos policiais.

Em nota, o Sindicato afirmou que o prédio já foi notificado pela Vigilância Sanitária, havendo “risco permanente dos servidores contraírem doenças” no local.

Na sala de necropsia do prédio, foram encontrados equipamentos enferrujados, instalações elétricas inadequadas, ferramentas insuficientes, falta de autoclave para desinfecção dos utensílios médicos e ausência de jalecos impermeáveis e luvas adequadas.

Ainda de acordo com o Sinpol, em novembro de 2014, a falta de estrutura adequada levou a um caso de troca de corpos pelos médicos do instituto. A última reforma no prédio foi em 2009, segundo a coordenadoria do Imol.

(Sob supervisão de Evelin Araujo)

Jornal Midiamax