Política / Transparência

Comissão quer ouvir responsáveis por mortes de peixes do Aquário

Grupo parlamentar foi criado para fiscalizar obras

Jessica Benitez Publicado em 12/06/2015, às 18h12

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Grupo parlamentar foi criado para fiscalizar obras

Na próxima semana, a comissão instalada na Assembleia Legislativa para fiscalizar as obras do Aquário do Pantanal discutirá a convocação de responsáveis pelo andamento dos trabalhos, principalmente para procurar solução à mortandade dos peixes comprados ainda pelo governo anterior, regido por André Puccinelli (PMDB). A sugestão de chamar representantes da Polícia Militar Ambiental, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade), Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado (Fudect), partiu do deputado estadual Amarildo Cruz (PT).

O petista integra o grupo de cinco parlamentares da comissão de fiscalização e classifica como indispensável reunir todos que estão responsáveis pela obra, bem como pela conservação do que já está pronto e comprado, como é o caso dos peixes. “Não vamos simplesmente acompanhar o trabalho, e sim cobrar todas as informações necessárias. Temos que saber quando o Aquário vai ficar pronto para aí sim resolvermos a questão dos peixes”, explicou.

A última polêmica envolvendo o Aquário consta em relatório da empresa Anambi, responsável pelos peixes. O documento revela a morte de mais de 10 mil animais desde novembro do ano passado.

A principal causa está relaciona à temperatura inadequada dos vertebrados. Além disso, surtos de bactérias de origem desconhecida e transporte estão na lista. A perda do material vivo inclui espécie de origem asiáticas, africanas e australianas que não suportam mudanças bruscas de temperatura.

No início da semana, o deputado estadual Lídio Lopes (PEN) havia comentado sobre proposta de transferir os peixes para o pólo de Aquidauana da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems). “Mas acho improvável, porque conversei com técnico responsável pela conservação dos peixes e ele me disse que é minucioso. Tem que considerar a temperatura da água, o PH, entre outras coisas”, disse Amarildo. O parlamentar colocou em questão também os crimes de responsabilidade e ambiental. A reunião servirá para apontar possíveis culpados.

Na quarta-feira (10), o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse não saber quando o Aquário enfim será entregue, mas adiantou que não será este ano. Para sanar a perda de peixes, ele busca resolução junto aos técnicos ambientais que compõem comissão instituída pelo governo no início do ano.

O tucano criticou a compra antecipada do material vivo feita na gestão de Puccinelli, já que a obra ainda não tinha data para ser finalizada. A obra começou em 2011 e a inauguração foi adiada inúmeras vezes. O custo, que inicialmente era estimado em R$ 84 milhões, pode bater a casa dos R$ 230 milhões.

Jornal Midiamax