Política / Justiça

Empregados de supermercados vão à Justiça para fechar acordo salarial com patrões em MS

Doze mil trabalhadores da rede de supermercados de Campo Grande aguardam desde abril, que é a data-base, para o reajuste salarial. Foram sete rodadas de negociações em que o sindicato patronal não aceitou a proposta de 8% da categoria. Segundo o presidente do SECCG (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande), Idelmar da Mota […]

Arquivo Publicado em 08/08/2014, às 14h09

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Doze mil trabalhadores da rede de supermercados de Campo Grande aguardam desde abril, que é a data-base, para o reajuste salarial. Foram sete rodadas de negociações em que o sindicato patronal não aceitou a proposta de 8% da categoria.

Segundo o presidente do SECCG (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande), Idelmar da Mota Lima, inicialmente a proposta era de 12% e que a categoria abaixou para 8% para fechar o acordo.

Na última reunião, os empresários ofereceram apenas 6,5% de reposição, que daria pouco mais de meio por cento de ganho real, uma vez que o acumulado da inflação no período foi de 6,6%, explica o presidente do SECCG.

Mota disse que o sindicato acionou a TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para resolver o impasse. “Temos audiência dia 3 setembro para que o TRT faça a mediação entre a categoria e o patronal e, caso não tenhamos uma resposta positiva vamos fazer várias manifestações”, relata.

O presidente disse que o recurso do dissídio coletivo é para a Justiça de Mato Grosso do Sul resolver qual o percentual de reposição e reajuste salarial para os trabalhadores em supermercados da Capital. “Não vamos aceitar um valor menor do que 8% porque dessa forma a categoria não terá nem a reposição do salário”, afirma.

Mota revelou que a rede supermercadista é a única que ainda não fechou o acordo coletivo do comércio. O presidente disse também que a insensibilidade dos empresários está visando apenas os lucros elevados e não quer retribuir o empenho dos funcionários.

Atualmente o piso salarial é de R$ 767, um pouco acima do salário mínimo, e um aumento de 8% seria apenas para a reposição do salário. “Os funcionários estão trabalhando com os salários defasados e eles têm cobrado o sindicato para pressionar os empresários”, conta.

Ele revelou que o setor é o que mais tem rotatividade de funcionários de todo o comércio. Mota disse que nos cinco meses do ano foram 1.190 demissões, para o trabalhador com mais de um ano de registro em carteira. “A rotatividade é grande e os trabalhadores não tem incentivo para trabalhar e acaba desanimando o que gera as demissões”, critica.

O presidente disse que os trabalhadores terão que aguardar a audiência no TRT para ver se o resultado será positivo para a categoria e, caso seja negativo, o sindicato vai tomar outras medidas. “Vamos aguardar a decisão da Justiça e se não for favorável para a categoria, já estamos estudando as ações que vamos tomar. Com certeza não podemos fazer greve, mas manifestações com certeza vamos fazer”, conclui.




Jornal Midiamax