Política / Justiça

TJ-MS tenta, na quarta, pôr fim à greve dos agentes que combatem a dengue

O desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho, da 3ª Turma Cível da TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) marcou para quarta-feira (2) uma audiência de conciliação como meio de por fim à greve dos Agentes de Saúde da prefeitura de Campo Grande, que dura quase dois meses. Os agentes de saúde agem no […]

Arquivo Publicado em 25/02/2011, às 14h27

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O desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho, da 3ª Turma Cível da TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) marcou para quarta-feira (2) uma audiência de conciliação como meio de por fim à greve dos Agentes de Saúde da prefeitura de Campo Grande, que dura quase dois meses.

Os agentes de saúde agem no combate ao mosquito aedes aegypt, provocador da dengue, doença que matou 22 campo-grandense no ano passado. “…designo audiência de tentativa de conciliação para o dia 02.03.2011, às 10 horas, devendo comparecer as partes e seus procuradores com poderes para transigir e propostas concretas para serem discutidas…”, diz trecho do despacho do desembargador.

Ao menos 360 dos 600 agentes entraram em greve e, por conta disso, tiveram os salários cortados por determinação do prefeito da cidade, Nelsinho Trad, do PMDB.

O Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública em Campo Grande) diz que briga por reajustes, mas a prefeitura resiste à ideia. Os agentes recebem hoje entre R$ 500 e R$ 700 e brigam para receber cerca de R$ 2 mil mensais.

No dia 12 do mês passado, a Justiça determinou o fim da greve por meio de liminar, mas os trabalhadores mantiveram o manifesto.

“…Ante o notório estado de gravidade da situação, já que curial a evolução do aedes aegypti – vetor de transmissão da dengue -, cujo combate é de incumbência dos agentes de saúde pública e agentes de combate de epidemiologia, mantenho integralmente a liminar concedida às f. 146-152. Cite-se o Sindicato requerido para, querendo, contestar a presente.”, escreveu o desembargador. O sindicato recorreu, mas a decisão foi mantida.

Jornal Midiamax