Política / Bastidores

[ BASTIDORES ] Baixa representatividade política deu tom nos protestos na Capital

Local de reunião de servidores em Brasília levanta questionamentos 

Ludyney Moura Publicado em 29/04/2017, às 08h00 - Atualizado em 18/07/2020, às 00h38

None
f096312a-de7d-4a13-9d32-94bdd22ff148.jpg

Local de reunião de servidores em Brasília levanta questionamentos 

Protesto

A classe política basicamente não apareceu no protesto feito contra as reformas trabalhistas e previdenciária em Campo Grande. Não se viu nenhum vereador e poucos deputados estaduais e federais. Cabo Almi (PT), por exemplo foi anunciado aos 45 minutos do segundo tempo, quando a passeata já havia acabado.

Onde?

Já os deputados que votaram favoráveis à reforma trabalhista preferiram nem comentar os protestos. Apenas, Carlos Marun (PMDB) e Geraldo Resende (PSDB), mais enfático, criticaram as manifestações.

Funk

Ainda nos últimos minutos de protesto a ‘classe’ jovem foi representada por algumas pessoas que subiram no trio elétrico para cantar versões ‘fora Temer’ de funks um tanto quanto machista como Malandramente e Baile de Favela.

Big Voz

Por fim, após a cantoria das paródias contra o presidente Michel Temer, com a passeata praticamente encerrada, um dos sindicalistas disse no microfone que os jovens ‘cantores’ estão aptos ao programa Big Voz.

Sumido

Do trio elétrico anunciaram que um rapaz havia passado mal e desmaiado no fim da passeata. Pediram ajuda, mas nem mesmo o resgate do Corpo de Bombeiros conseguiu achá-lo.

Crise?

A solene frase “não pense em crise, trabalhe”, de fato não se aplica aos poderes. Enquanto os trabalhadores se preocupam com mudanças, puxa-sacos tomam do melhor coquetel em hotel que adora abrigar corruptos na Capital Federal.

Proximidade

Embora tenha trocado o PT pelo PSB, o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, estava junto com os deputados federais Vander Loubet e Zeca do PT no protesto ocorrido em Campo Grande. Após trocar abraços com os ex-correligionários, houve convites para conversa em outra hora.

Sumiu?

Quem adora ficar em evidência adotou a inesperada prudência no dia das greves e sumiu dos olhares dos mais curiosos. Em reclusão, não se é atacado. E nem desmerecido.

Coincidência

O deputado Lídio Lopes (PEN) não esteve presente na sessão em que foram votados projetos de interesse da Defensoria e do Ministério Público Estadual, já que recentemente ele teceu duras críticas ao MP por ter pedido o bloqueio seus bens, por supostamente ter mantido uma funcionária lotada em seu gabinete, mas em atuação no interior.

Ausente

Lídio também não estava na Assembleia no dia em que o procurador geral de Justiça, Paulo Passos, esteve na Casa para, segundo alguns presentes, agradecer a aprovação do projeto. 

Jornal Midiamax